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CVC (CVCB3) e Azul (AZUL4): Veja as 5 ações do Ibovespa que mais caíram em fevereiro

Qual investir: Petrobras ou Vale?

Qual investir: Petrobras ou Vale?. Foto: Pixabay

O Ibovespa, principal índice de ações brasileiras da B3, encerrou o mês de fevereiro com uma desvalorização de 7,50%, terminando o período na mínima de 104.931,93 pontos.

Não se via uma queda de tamanha relevância para o Ibovespa desde junho de 2022, quando o índice caiu 11,50%.

A cotação do Ibovespa alcançou a menor pontuação de fechamento mensal desde agosto  de 2022, quando havia encerrado o mês em 109.522,88 pontos. A máxima do mês de fevereiro foi observada no dia 1º, aos 113.597,64 pontos.

A performance do Ibovespa foi negativa durante todo o mês de fevereiro, que permaneceu em uma tendência de baixa. Um dos fatores que esteve no radar dos investidores foi a percepção de continuidade na alta acelerada dos juros nos EUA.

No mercado interno, aumentam-se os temores sobre o risco de crédito de algumas empresas, sobretudo após o caso Americanas (AMER3).

Com esse risco de crédito, algumas empresas que estiveram mais alavancadas foram as que estiveram entre as maiores quedas do mês de fevereiro, inclusive companhias do setor aéreo.

Com o cenário mais pessimista do mercado como um todo, as maiores altas de ações de empresas no mês se deram em patamares mais baixos.

Veja quais foram as 5 maiores quedas do Ibovespa em fevereiro.

Azul

As ações da Azul tiveram queda de quase 40% em fevereiro. O cenário de risco de crédito penalizou as empresas mais alavancadas, impactando os papéis da empresa aérea.

A agência Fitch Rating rebaixou o rating da Azul de B para CCC, o que demonstra quase um nível de “calote”.

Isso teria sido motivado pelos “altos riscos de refinanciamento da Azul, as pressões no fluxo de caixa operacional da companhia, a deterioração de sua liquidez, de acordo com a metodologia da Fitch, e as restrições mais acentuadas no mercado de crédito local, em função da inadimplência da Americanas S.A”, disse a Fitch Rating.

CVC

Também em meio aos desdobramentos do caso Americanas, as ações da CVC desabaram na bolsa de valores em quase 33%.

Para realizar a assessoria da empresa no reperfilamento da sua dívida a mercado, a companhia aérea contratou o banco BR Partners.

Apesar da alta alavancagem que ainda pesa sobre a companhia, no início de fevereiro ela anunciou que no 4T22 suas reservas tiveram um crescimento de 14% em relação ao 4T21, a R$ 3,46 bilhões.

Yduqs

As ações da Yduqs desabaram quase 32%, também em meio a alavancagem das empresas do setor educacional.

Apesar disso, a Yduqs vai anunciar seus resultados do 4º trimestre de 2022 (4T22) apenas no dia 15 de março, o que pode impactar de forma positiva ou ainda mais negativa o desempenho de suas ações.

Em relatório, o BTG Pactual apontou que “a Yduqs reforçou que as perspectivas para 2023 continuam desafiadoras, indicando um ciclo de admissão sem intercorrências, com crescimento dois dígitos baixos da captação e tíquete médio pressionado para o negócio EAD, juntamente com admissão e preços estáveis nos cursos presenciais”.

Alpargatas

A queda de mais de 30% das ações da Alpargatas ocorreu após a divulgação de resultados negativos da companhia no 4º trimestre de 2022.

No pregão seguinte ao anúncio de resultado trimestral da Alpargatas, os papéis da companhia tiveram uma queda diária de quase 18,7%.

A Alpargatas registrou um prejuízo líquido de R$ 21 milhões no 4T22, revertendo o lucro líquido de R$ 303,1 milhões do mesmo período do ano anterior.

Gol

Assim como ocorreu com a Azul, a Gol teve seu rating rebaixado pela Fitch. Nesse caso, os IDRs em moeda local e estrangeira passaram de B- para C. Assim, a companhia aérea também figurou entre as maiores quedas do mês de fevereiro.

As ações da Gol tiveram uma queda de 27,81% no último mês, registrando o menor patamar de fechamento mensal desde janeiro de 2017, a R$ 5,53 por ação.

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