As ações do Magazine Luiza (MGLU3) estão disparando nesta sexta-feira (13), na primeira sessão após a divulgação do balanço de resultados do quarto trimestre de 2025 da companhia. Por volta das 12h40, os papéis da empresa saltam 6,17%, a R$ 9,98.
Apesar dos ganhos dos papéis, os resultados reportados pelo Magazine Luiza foram considerados fracos por boa parte dos analistas. Nos três últimos meses do ano passado, a companhia registrou um lucro líquido de R$ 131,6 milhões, queda de 55% na comparação anual.
O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado somou R$ 867,3 milhões no último trimestre do ano passado, com leve alta de 2,5% na comparação anual. Já a margem Ebtida ajustada ficou estagnada em 7,8%.
Em teleconferência de resultados, o CEO do Magalu, Frederico Trajano, falou sobre os juros elevados no Brasil e destacou o desempenho da companhia mesmo em meio a um cenário de adversidades macroeconômicas.
Concorrência e desempenho digital pressionam Magazine Luiza (MGLU3)
Apesar da reação positiva das ações nesta sexta-feira (13), os analistas avaliam que os resultados do Magazine Luiza ficaram aquém do esperado, em meio a um ambiente macroeconômico ainda desafiador e a intensificação da concorrência no comércio eletrônico.
Na avaliação da XP Investimentos, o desempenho operacional da companhia foi pressionado pela demanda mais fraca e pela competição no ambiente digital. “O Magazine Luiza reportou resultados fracos no 4T, com demanda pressionada em um macro desafiador e aumento da concorrência online”, afirmaram os analistas da casa.
O relatório também destaca que o trimestre foi impactado por uma provisão de aproximadamente R$ 300 milhões relacionada a estoques, movimento que contribuiu para que o Ebitda ficasse abaixo das estimativas do mercado.
Já o Itaú BBA avalia que o período foi marcado por ajustes relevantes nos números da companhia, que acabaram dificultando uma leitura mais clara do desempenho operacional. “O canal online continua desafiador”, escreveram os analistas.
Segundo o banco, enquanto as lojas físicas seguem mostrando um bom desempenho, com crescimento de vendas mesmas lojas de 8,4% no trimestre, o comércio eletrônico da companhia ainda enfrenta dificuldades. No período, o volume bruto de mercadorias (GMV) online caiu 5,3% na comparação anual.
Para o Itaú BBA, o principal debate em torno da tese de investimento da companhia segue sendo justamente a evolução do canal digital, especialmente em um cenário em que concorrentes ganham força. “A diferença em relação aos concorrentes está aumentando”, destacaram os analistas.
Mesmo diante do ambiente desafiador, a XP Investimentos manteve recomendação neutra para as ações do Magazine Luiza (MGLU3), visão semelhante à do Itaú BBA, que classifica o papel como market perform.
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