O KFOF11 apresentou resultado líquido de R$ 5,245 milhões em janeiro, abaixo do lucro de R$ 5,493 milhões do mês anterior. A principal fonte de receita continuou sendo os rendimentos da carteira de fundos imobiliários, que somaram R$ 4,801 milhões no período. Adicionalmente, houve receitas de R$ 705,8 mil provenientes de aplicações financeiras e R$ 412,7 mil de operações com CRIs, contribuindo para a geração de caixa do fundo.
Com base nesses resultados, a distribuição aos cotistas totalizou R$ 5,611 milhões, equivalente a R$ 0,80 por cota em dividendos. A administração sinaliza compromisso com a manutenção da previsibilidade dos proventos, apoiando-se em reservas e na disciplina de alocação. O fundo imobiliário KFOF11 mantém reserva de resultados acumulados de R$ 0,70 por cota, que pode ser utilizada para equalizar pagamentos futuros.
Desempenho e alocação em janeiro
No mês, a cota do KFOF11 avançou 1,73%, abaixo do IFIX, que subiu 2,27% no mesmo intervalo. O valor patrimonial evoluiu de R$ 93,32 por cota em dezembro para R$ 94,13 ao fim de janeiro. No mercado secundário, a cota registrou alta de 0,80%, permanecendo com desconto de 7,58% em relação ao valor patrimonial, o que pode sinalizar oportunidade para investidores que buscam assimetria risco-retorno.
A gestão do FII KFOF11 realizou ajustes táticos no portfólio, com vendas em posições de CRI e Logística para capturar variações de preços. Essas movimentações elevaram o caixa para 15% do patrimônio, enquanto a equipe avalia novas alocações com foco em ativos que ofereçam taxas internas de retorno competitivas. Em janeiro, 80,5% dos recursos do fundo KFOF11 estavam aplicados em cotas de outros FIIs, com o restante distribuído entre caixa, CRIs e instrumentos de renda fixa, como LCI.
Ao final do mês, 52,1% da carteira do KFOF11 estava concentrada na estratégia imobiliária de longo prazo, enquanto a alocação tática, voltada a oportunidades de curto e médio prazos, representou 32,9% do portfólio. O caixa permaneceu em 15,0%, oferecendo flexibilidade para novas entradas em momentos oportunos do mercado. A administração projeta sustentar proventos entre R$ 0,75 e R$ 0,85 por cota no primeiro semestre de 2026, utilizando o patamar de referência de R$ 0,80 por cota, apoiada pela combinação de resultados correntes e reserva acumulada.
Dessa forma, o KFOF11 encerra janeiro com rentabilidade moderada, distribuição consistente e postura ativa de gestão para atravessar o ciclo macroeconômico com foco em eficiência e geração de valor ao cotista.
