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Itaú (ITUB4) firma acordo definitivo com XP para fusão da XPart

Este ano, a XP está focada em levar o produto aos brasileiros, assim como tem um lista de entrega de outros produtos para atender as necessidades que forem percebidas por esse público - Foto: Divulgação/XP

Plataforma da XP foi anunciada em maio e deve expandir leque de ativos conforme o 'aumento do apetite do investidor' - Foto: Divulgação/XP

O conselho da Itaúsa (ITSA4), controladora do Itaú (ITUB4), aprovou a assinatura de documentos que refletem os principais termos relacionados à incorporação da XPart pela XP Investimentos, conforme o fato relevante divulgado nesta sexta-feira (28). Portanto, as empresas chegaram ao acordo definitivo e estimam que a operação acontecerá no final do terceiro trimestre deste ano.


De acordo com o documento da Itaúsa, a XPart é a nova holding resultante da reorganização societária parcial entre Itaú e XP Investimentos. Para isso, o Itaú vai cindir sua participação na XP Investimentos. A cisão de ativos ainda está condicionada à aprovação do Banco Central dos Estados Unidos, Federal Reserve (Fed), e após a validação pela instituição os acionistas do banco terão direito à participação acionária na XPart na mesma quantidade e proporção das ações por eles detidas no próprio Itaú.

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Em comunicado, a XP Investimentos informou também que os acionistas de Itaú, Itaúsa e Itaú Unibanco (Iupar) detentores de ADR vão receber ações classe A emitidas pela XP. Outros acionistas dessas três instituições receberão BDRs patrocinados nível 1 da XP, em troca das ações da XPart, que depois disso deixará de existir.

A XP disse que a expectativa é que a fusão ocorra no fim do terceiro trimestre deste ano, sendo que além da aprovação do Fed é necessária a autorização das assembleias de acionistas da corretora e da nova holding. Com a mudança, o poder de voto dos controladores da XP passará de 55,4% para 68,3% da XPart.

“A XP acredita que o acordo de acionistas melhorará sua estrutura de governança corporativa e contribuirá para melhorar seu capital”, informou o texto.

Itaú prevê que despesas com a cisão fique em R$ 13 milhões

A segregação foi aprovada em 26 de novembro de 2020 e, após a validação, o Itaú informou ao mercado  que prevê custos da cisão em R$ 13 milhões.

A segregação “ocorrerá mediante cisão de empresas do conglomerado Itaú Unibanco com a versão da parcela cindida representativa de 41,05% do capital da XP” para a nova companhia, afirmou o banco em comunicado.

O Itaú prevê que os custos envolvidos para a constituição da XPart ficarão em torno de R$ 13 milhões, considerando as despesas com publicações dos atos societários e honorários de auditores independentes, avaliadores e demais profissionais contratados contribuírem no projeto.

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