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Itaú (ITUB4) entrega resultados em linha com esperado no 1T26, com lucro de R$ 12,28 bi

Fachada agência ITUB4

Lucro do Itaú Unibanco (ITUB4). Foto: Divulgação/ Itaú

O Itaú Unibanco (ITUB4) começou mais um ano com resultados considerados positivos pelo mercado, após apresentar números bastante sólidos ao longo de 2025. Na noite de ontem (5), a instituição financeira apresentou o balanço de resultados do primeiro trimestre de 2026, com um lucro líquido recorrente gerencial de R$ 12,3 bilhões.

O resultado apresentado pelo Itaú representa uma alta de 10,4% em comparação com o mesmo trimestre do ano passado.

Apesar do avanço anual, os números vieram praticamente em linha com o esperado pelo mercado, que já projetava um resultado otimista, com um lucro próximo de R$ 12,5 bilhões. A rentabilidade seguiu elevada, com retorno sobre o patrimônio (ROE) anualizado ao redor de 24,8%, o que mantém o banco entre os mais eficientes do setor.

A carteira de crédito encerrou março em R$ 1,48 trilhão, com alta de 7,2% em um ano, mas leve queda de 0,5% na comparação trimestral. Já a inadimplência acima de 90 dias permaneceu controlada, em 1,9%, enquanto as provisões para perdas com crédito somaram cerca de R$ 10,2 bilhões no período.

No operacional, a margem financeira gerencial ficou em R$ 32,3 bilhões, estável na base trimestral e com crescimento anual. A margem com clientes avançou, enquanto o resultado com o mercado apresentou queda, refletindo uma dinâmica mais fraca nesse segmento.

UBS BB vê resultado sólido, mas sem gatilhos para as ações ITUB4

Na avaliação do UBS BB, o resultado do Itaú no trimestre reforça a consistência operacional do banco, mas não deve funcionar como um catalisador relevante para as ações no curto prazo.

Segundo o relatório, o lucro veio “praticamente em linha com o esperado”, com a leve pressão sequencial explicada, em grande parte, pela distribuição de capital realizada no fim de 2025. Ajustando esse efeito, o resultado teria apresentado crescimento no trimestre.

Os analistas também destacam que a rentabilidade segue como principal ponto forte, com ROE próximo de 25%, enquanto a qualidade dos ativos permanece sob controle. A inadimplência ficou estável e o custo de risco teve apenas uma leve alta, sem indicar deterioração relevante da carteira.

Por outro lado, o UBS chama atenção para a dinâmica mais fraca da carteira de crédito, que “decepcionou um pouco” na comparação trimestral, especialmente por conta da retração das operações na América Latina.

Mesmo com pontos positivos, o banco suíço mantém uma visão mais cautelosa para o papel. “Mantemos nossa visão de potencial limitado de valorização nos níveis atuais”, afirmam os analistas, destacando que o Itaú (ITUB4) já negocia a múltiplos elevados, próximos de 2,1 vezes o valor patrimonial e cerca de 9 vezes o lucro projetado para 2026. Dessa forma, a casa segue com uma recomendação neutra para os ativos do banco.

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