O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), considerado a prévia oficial da inflação no Brasil, avançou 0,89% em abril, conforme informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta terça-feira (28).
No acumulado deste ano, o IPCA-15 registra alta de 2,39%. Nos últimos 12 meses, a prévia oficial da inflação soma 4,37%.
O resultado registrado em abril indica uma aceleração frente ao percentual de 0,44% apresentado em março. Em fevereiro, o indicador havia avançado 0,84%.
Apesar da alta, o número veio abaixo das projeções do mercado. A pesquisa de estimativas realizada pela Reuters apontava para um avanço mensal da prévia da inflação de 1% e anual de 4,48%.
Alimentos e combustíveis puxam IPCA-15
A prévia da inflação de abril foi impulsionada pelo grupo de Alimentação e Bebidas, que registrou um avanço de 1,46% nos preços.
O resultado foi acelerado especialmente pela alta na alimentação no domicílio, que subiu 1,10%. Entre os produtos, o principal destaque foi a cenoura, que subiu 25,43%, a cebola, com alta de 16,54% e o leite longa vida, cujo preço avançou 16,33%.
Além disso, o grupo de Transportes aparece logo em seguida, com alta de 1,34% e o segundo maior impacto no índice. O segmento foi impactado pelo aumento dos combustíveis, que saiu de um recuo de 0,03% em março para uma forte alta de 6,06% em abril.
Dentro deste segmento, o maior impacto individual foi o preço da gasolina, que avançou 6,23% no quarto mês do ano, após cair 0,08% em março.
O IPCA-15 é considerado a prévia da inflação oficial do Brasil. Ele mede a variação de preços para famílias com renda de 1 a 40 salários mínimos e coleta dados, em geral, entre a segunda quinzena do mês anterior e a primeira quinzena do mês de referência, antecipando a leitura do IPCA cheio.
Por outro lado, a leitura abaixo do esperado do indicador veio justamente pelo recuo das passagens aéreas, que apresentou deflação de 14,32% no período. Segundo Lucas Barbosa, economista da AZ Quest Investimentos, a casa esperava um resultado positivo de 2%.
“Vale lembrar que esse número ainda não foi impactado e não tem nenhum tipo de correlação com os impactos da guerra. Os impactos da guerra no IPCA de passagens aéreas devem ficar para o IPCA de junho em diante”, comenta ele.
