O mercado acionário brasileiro segue em forte alta nesta quinta-feira (22), dando continuidade ao movimento positivo observado desde o início da semana. Por volta das 15h20, o Ibovespa, principal índice de ações da B3 avançava 2,81%, aos 176.644,77 pontos.
Com apoio do fluxo estrangeiro, do ambiente externo mais favorável e do avanço das ações de maior peso, a cotação do Ibovespa voltou a registrar novos recordes no “intraday”, com a máxima chegando a bater os 177.741,56 pontos.
A valorização do índice foi acompanhada por uma alta quase generalizada entre os papéis, com destaque para o setor financeiro.
As ações do Banco do Brasil (BBAS3) sobem 4,38%, enquanto os papéis do Itaú Unibanco (ITUB4) avançam 4,18%. Já o Bradesco (BBDC4) registrava valorização de 3,24%, e o Santander (SANB11) operava em alta de 2,52%.
Entre os ativos ligados a commodities, o desempenho também segue positivo. As ações da Vale (VALE3) avançavam 2,24%, acompanhando o “bom humor”do mercado.
Já os papéis da Petrobras (PETR3 e PETR4) operavam com ganhos de 0,67% e 0,45%, respectivamente, ajudando a puxar a alta do Ibovespa hoje.
No mercado de câmbio, o dólar comercial acompanhava o movimento positivo da Bolsa. Às 15h20, a moeda norte-americana recuava 0,59%, sendo negociada a R$ 5,289, refletindo tanto o enfraquecimento global do dólar hoje quanto a entrada de recursos no mercado doméstico.
Por volta das 15h20, as maiores altas e baixas do Ibovespa eram as seguintes:
Maiores altas do momento
- EcoRodovias (ECOR3): +7,25% (R$ 11,54)
- Cogna (COGN3): +6,67% (R$ 4,32)
- Vivara (VIVA3): +6,59% (R$ 29,93)
Rede D’Or São Luiz (RDOR3): +6,11% (R$ 43,56) - CSN (CSNA3): +5,66% (R$ 9,90)
Maiores baixas do momento
- Raia Drogasil (RADL3): -1,25% (R$ 25,32)
- Brava Energia (BRAV3): -0,90% (R$ 17,58)
- PRIO (PRIO3): -0,87% (R$ 46,47)
- São Martinho (SMTO3): -0,79% (R$ 16,37)
- PetroReconcavo (RECV3): -0,55% (R$ 10,92)
Ibovespa em alta: cenário externo sustenta o apetite por risco
O desempenho da Bolsa brasileira também está alinhado ao avanço das bolsas internacionais ao longo do dia.
O ambiente externo mais favorável ganhou força após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, adotar um discurso mais moderado em relação a tarifas envolvendo países europeus e indicar avanços diplomáticos nas discussões sobre a Groenlândia.
Além disso, dados econômicos divulgados nos Estados Unidos trouxeram a percepção de melhora na atividade econômica, sem provocar alterações relevantes nas expectativas para a política monetária no curto prazo.
Esse conjunto de fatores pode ter favorecido o apetite global por risco e impulsionado principalmente mercados emergentes, como é o caso da Bolsa de Valores brasileira.
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