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Ibovespa vira com fala de Netanyahu, mas perde força e fecha com alta leve

Ibovespa reage à fala de Netanyahu e volta aos 180 mil pontos.

Ibovespa reage à fala de Netanyahu e volta aos 180 mil pontos - Foto: Pexels

O Ibovespa viveu uma reviravolta intensa na tarde desta quinta-feira (19), reagindo às declarações do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, que indicaram avanço no conflito no Oriente Médio. O índice saltou rapidamente da faixa dos 179 mil para acima dos 181 mil pontos, mas devolveu parte do movimento e fechou em alta de 0,35%, aos 180.270,62 pontos.

O movimento foi marcado por forte volatilidade. Após atingir a mínima de 176.295 pontos pela manhã, o índice ganhou mais de 5 mil pontos ao longo do dia, impulsionado pela melhora momentânea do humor global.

Na semana, o índice acumula alta de 1,47%, mas ainda recua 4,51% em março. No ano, avança 11,88%.

Netanyahu muda o jogo — mas sem convicção total

O gatilho da virada veio no meio da tarde, quando Netanyahu afirmou que Israel está ajudando os Estados Unidos a reabrir o Estreito de Ormuz, reduzindo temores sobre o fluxo global de energia.

A leitura imediata do mercado foi de possível aproximação do fim do conflito, o que pressionou o petróleo e impulsionou ativos de risco.

Segundo Alison Correia, da Dom Investimentos, o efeito foi direto:“A sinalização de que a guerra pode estar próxima do fim trouxe um alívio imediato. O mercado reagiu rápido, com queda do dólar e recuperação das bolsas.”

Ainda assim, o próprio Netanyahu esfriou parte do entusiasmo ao evitar cravar um prazo para o fim da guerra, mantendo o nível de incerteza elevado.

Petrobras (PETR4) vira e índice perde tração

A oscilação do petróleo ao longo da tarde teve impacto direto sobre as ações do setor.

Com os contratos futuros passando a cair até 3%, Petrobras (PETR3) fechou em queda de 0,12% e Petrobras (PETR4) recuou 0,47%, após sustentarem o índice no início do dia.

Outras blue chips também pressionaram o desempenho:

Vale (VALE3) caiu 0,65%
• Bancos tiveram alta moderada, com Santander (SANB11) subindo 1,15% e Bradesco (BBDC4) avançando levemente

Entre os destaques positivos, Hapvida (HAPV3) disparou 14,98%, enquanto Natura (NTCO3) subiu 4,28% e Eneva (ENEV3) avançou 3,90%. Na ponta negativa, Minerva (BEEF3) caiu 10,70%, com Brava (BRAV3) e Vamos (VAMO3) também entre as maiores perdas.

Petróleo, inflação e risco global seguem no radar

Apesar do alívio pontual, o pano de fundo continua sendo de pressão.

O petróleo ainda acumula fortes ganhos no mês — cerca de 46% para o Brent e 41% para o WTI — refletindo o impacto direto da guerra sobre o mercado de energia.

Leonardo Santana, da Top Gain, reforça que o principal problema é a incerteza: “Não há clareza sobre a duração do conflito. Pode ser algo breve ou uma escalada muito mais intensa, com impacto direto no abastecimento global de energia.”

Bolsas dos EUA hoje

Em Nova York, os índices também oscilaram ao longo da tarde, mas fecharam no negativo:

Dow Jones caiu 0,44%, aos 38.042 pontos
S&P 500 recuou 0,27%, aos 5.168 pontos
Nasdaq perdeu 0,28%, aos 16.119 pontos

O movimento refletiu a cautela dos investidores diante da imprevisibilidade geopolítica e do impacto sobre inflação e juros.

Mesmo com momentos de alívio ao longo do dia, o Ibovespa segue altamente sensível às manchetes vindas do Oriente Médio, em um ambiente em que qualquer sinal de trégua ou escalada continua sendo capaz de mudar completamente o rumo do mercado em poucos minutos.

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