O Ibovespa começou a semana acelerando forte e renovou máximas históricas nesta segunda-feira (9). O índice subiu 1,80%, fechando aos 186.241,15 pontos, no maior nível de encerramento já registrado. Ao longo do dia, oscilou entre 182.950,20 e 186.460,08 pontos, com giro financeiro de R$ 27,7 bilhões. No mês, o Ibovespa avança 2,69% e, em 2026, já sobe 15,59%.
A alta ganhou tração à tarde, puxada principalmente pelo setor financeiro e pela virada das blue chips ligadas a commodities. Vale (VALE3) subiu 1,96%, enquanto Petrobras (PETR3; PETR4) avançou mais de 2%, acompanhando a alta do petróleo no exterior.
Entre os bancos, o movimento foi ainda mais expressivo. Santander Brasil (SANB11) disparou 5,98%, enquanto Itaú (ITUB4) avançou 3,34% e Banco do Brasil (BBAS3) subiu 2,01%. Bradesco (BBDC3; BBDC4) também fechou em alta.
Cotação do dólar hoje
O dólar caiu 0,62%, fechando a R$ 5,1882, refletindo o enfraquecimento da moeda americana no exterior e a continuidade do fluxo para emergentes.
“O dólar opera em queda hoje sob predominância de fatores externos: a queda acentuada do DXY e a continuidade do movimento de rotação de fluxos globais em direção a mercados emergentes seguem em curso na sessão”, afirma Bruno Shahini, especialista em investimentos da Nomad. Segundo ele, o ambiente internacional favorável ao risco e o diferencial de juros no Brasil ajudam a sustentar o real.
Fechamento das bolsas americanas:
- Dow Jones: 50.115,67 pontos, alta de 2,47%
- S&P 500: 6.932,30 pontos, alta de 1,97%
- Nasdaq: 23.031,21 pontos, alta de 2,18%
Maiores altas e baixas
Na ponta positiva do Ibovespa, além de Santander (SANB11), destaque para Magazine Luiza (MGLU3), Cosan (CSAN3), WEG (WEGE3) e CSN (CSNA3). O movimento reflete a melhora do apetite por risco e a busca por ações mais sensíveis ao ciclo econômico.
Do lado negativo, as quedas foram mais pontuais, com destaque para Hapvida (HAPV3), Localiza (RENT3), Cyrela (CYRE3) e Cury (CURY3).
- Maiores Altas
- Maiores Baixas
Com a rotação global de ativos favorecendo emergentes e o fluxo estrangeiro ainda robusto, o Ibovespa renova recordes e mostra que o rali iniciado em janeiro segue vivo, agora embalado também por um ambiente externo mais construtivo para ativos de risco.
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