Nem Wall Street em queda segurou: o Ibovespa voltou à trilha dos recordes nesta terça-feira (3) e fechou no maior nível da história. O índice subiu 1,58%, aos 185.674,43 pontos, após tocar pela primeira vez os 187 mil pontos na máxima do dia. Foi a retomada clara do rali que marcou a segunda metade de janeiro, com giro forte de R$ 36,5 bilhões. Na semana e no mês, o avanço já soma 2,38%, e no ano o ganho chega a 15,24%.
O movimento ganhou força mesmo com Nova York no vermelho — o Nasdaq caiu mais de 1% — reforçando a percepção de rotação global para mercados fora dos Estados Unidos. O dólar à vista recuou 0,18%, perto de R$ 5,25, sinalizando entrada de fluxo.
A ata do Copom também ajudou. O documento reforçou a sinalização de corte de 0,50 ponto na Selic em março, o que sustentou a queda da curva de juros e deu suporte a ações ligadas ao ciclo doméstico.
“Aqui no Brasil, o dólar cai levemente, o DI recua e a bolsa sobe, descolando do exterior”, afirma Fernando Bresciani, analista de investimentos do Andbank. Ele destaca que Petrobras (PETR3; PETR4) e Vale (VALE3)avançaram, enquanto o exterior mostrou desempenho mais fraco.
Cotação do dólar hoje
O dólar à vista caiu 0,18%, fechando próximo de R$ 5,25, em dia de entrada de fluxo e maior apetite por risco no Brasil.
Fechamento das bolsas americanas:
- Dow Jones: em queda
- S&P 500: em queda
- Nasdaq: em queda
Maiores altas e baixas
O avanço do Ibovespa foi puxado por Vale (VALE3), que disparou 4,92%, e por Petrobras (PETR3; PETR4), que também subiu. Entre os bancos, os ganhos foram mais moderados, com destaque para Banco do Brasil (BBAS3). Já o Santander (SANB11) virou para queda após divulgar lucro trimestral abaixo do esperado.
A expectativa de juros menores impulsionou varejo, consumo e construção, com altas relevantes em Cyrela (CYRE3), Magazine Luiza (MGLU3) e Lojas Renner (LREN3). Na ponta positiva do índice, Vamos (VAMO3) e RD Saúde (RADL3) lideraram. Do lado oposto, caíram Cogna (COGN3), Yduqs (YDUQ3) e Totvs (TOTS3).
- Maiores Altas
- Maiores Baixas
Com fluxo estrangeiro forte — janeiro registrou um dos maiores ingressos da série histórica — o Ibovespa renova máximas e mostra que o rali segue vivo, mesmo com o exterior mais instável.
Com Estadão Conteúdo
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