O Ibovespa encerrou esta quinta-feira (13) em queda e ampliou para oito pregões consecutivos a sequência no vermelho, a maior em três anos. O principal índice da B3 recuou 0,23%, aos 167.100,95 pontos, pressionado principalmente pela continuidade da saída de investidores estrangeiros, pela fraqueza dos bancos e pela queda da Vale (VALE3). Na contramão, a Petrobras (PETR3; PETR4) conseguiu avançar e evitou perdas mais intensas.
O índice chegou a 166.196,92 pontos na mínima, queda de 0,77%, e alcançou 168.515,49 pontos no melhor momento do dia. O giro financeiro do Ibovespa somou aproximadamente R$ 22,4 bilhões.
Cotação do dólar hoje
- Dólar comercial: fechou em alta de 0,25%, cotado a R$ 5,193. A moeda americana completou a quarta sessão consecutiva de valorização, refletindo a saída de recursos estrangeiros e a maior cautela com o cenário doméstico.
Estrangeiro continua deixando a bolsa
O principal fator por trás da sequência negativa continua sendo a retirada de capital externo. Até terça-feira (11), investidores não residentes já haviam sacado R$ 11,9 bilhões da B3 apenas em agosto. Desde abril, as retiradas acumuladas chegam a aproximadamente R$ 32 bilhões.
O movimento ganhou força após o JPMorgan reduzir, nesta semana, sua recomendação para ações brasileiras de “overweight” para “neutra”, citando fatores como menor espaço para cortes da Selic, desaceleração da atividade e deterioração do crédito.
A proximidade das eleições, as preocupações fiscais e a atratividade do mercado americano, especialmente das empresas ligadas à inteligência artificial, também vêm reduzindo a disposição do estrangeiro para aumentar posições na bolsa brasileira.
Banco do Brasil (BBAS3) lidera pressão dos bancos
Entre as blue chips, o destaque negativo ficou com Banco do Brasil (BBAS3), que caiu cerca de 4,1% após a teleconferência de resultados do segundo trimestre.
Apesar do lucro líquido de R$ 3,9 bilhões, investidores demonstraram preocupação com a qualidade da carteira de crédito. A administração afirmou que as provisões devem ficar próximas do limite superior das projeções, enquanto o lucro tende a permanecer na parte inferior das estimativas do banco.
A inadimplência também chamou atenção, especialmente na carteira do agronegócio, que alcançou seu maior nível em mais de uma década. A Vale (VALE3) também pressionou o índice, com queda de 1,75%, acompanhando o recuo do minério de ferro.
Na direção contrária, a Petrobras (PETR4) avançou 1,09%, enquanto PETR3 ganhou 0,89%, conseguindo se descolar da queda do petróleo e ajudando a limitar a baixa do Ibovespa.
Wall Street sobe enquanto Ibovespa recua
A fraqueza do mercado brasileiro destoou completamente do pregão em Nova York, onde a inflação ao produtor abaixo das expectativas reduziu as preocupações com uma eventual alta dos juros pelo Federal Reserve.
- Dow Jones: +0,13%, aos 53.840,08 pontos;
- S&P 500: +0,65%, aos 7.799,18 pontos, em novo recorde de fechamento;
- Nasdaq: +0,81%, aos 26.803,03 pontos.
O índice de preços ao produtor dos Estados Unidos ficou estável em julho, leitura que ajudou a derrubar os rendimentos dos Treasuries e aumentou o apetite por ações americanas, especialmente no setor de tecnologia.
A última cotação do Ibovespa, referente ao pregão de quarta-feira (12), foi de 167.491 pontos, com queda de 0,23%.
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