O Ibovespa encerrou a semana mais curta de Páscoa com ganho acumulado de 3,58% e leve alta de 0,05% nesta quinta-feira (2), aos 188.052,02 pontos, sustentando o quarto avanço consecutivo e mantendo o índice no maior nível desde o início da guerra no Oriente Médio.
Apesar do desempenho positivo, o pregão foi marcado por desequilíbrios internos. As ações da Petrobras (PETR3; PETR4) e da Vale (VALE3) garantiram a sustentação do índice, enquanto o setor financeiro — de maior peso — operou no negativo, limitando ganhos mais expressivos.
Petrobras segura o Ibovespa em meio à pressão dos bancos
O desempenho do Ibovespa foi diretamente influenciado pelo avanço das commodities. A Petrobras (PETR3; PETR4) subiu mais de 2%, acompanhando a disparada do petróleo, enquanto a Vale (VALE3) também contribuiu positivamente.
Do outro lado, bancos como Itaú (ITUB4) e Bradesco (BBDC4) recuaram, refletindo um ambiente ainda pressionado por juros elevados e incertezas macroeconômicas.
Entre os destaques positivos do dia, ficaram Prio (PRIO3), Auren (AURE3) e Brava (BRAV3). Já as maiores quedas foram lideradas por RD Saúde (RADL3), Cyrela (CYRE3; CYRE4) e Yduqs (YDUQ3).
- Maiores Altas
- Maiores Baixas
Petróleo volta a subir e tensão global segue no radar
O pano de fundo segue sendo o conflito no Oriente Médio. Após alguma trégua momentânea, o petróleo voltou a subir com força, com o Brent avançando 7,77% no dia, a US$ 109,03 o barril.
A falta de sinalização concreta de cessar-fogo após declarações de Donald Trump voltou a pressionar os mercados.
Segundo analistas, o discurso mais duro do presidente americano reacendeu temores sobre uma escalada do conflito, especialmente com possíveis ataques à infraestrutura energética do Irã.
Esse cenário mantém elevada a incerteza global, com impacto direto sobre inflação, juros e apetite por risco — fatores que continuam ditando o ritmo do Ibovespa.
Exterior misto e cautela no curto prazo
Nos Estados Unidos, os principais índices fecharam sem direção única:
- Dow Jones: -0,13%
- S&P 500: +0,11%
- Nasdaq: +0,18%
O comportamento reflete um mercado dividido entre sinais de resiliência econômica e riscos geopolíticos persistentes.
De acordo com analistas, o Brasil segue relativamente bem posicionado pelo fluxo estrangeiro e pelo peso das commodities na bolsa, mas o cenário exige cautela.
No curto prazo, o mercado segue dividido: enquanto parte aposta na continuidade da recuperação, outra parcela ainda vê risco de novas quedas diante da imprevisibilidade do cenário externo — o que mantém o Ibovespa sensível a qualquer mudança no noticiário global.
Com Estadão Conteúdo
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