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Ibovespa segura 188 mil e engata 4ª alta, mesmo com pressão do setor financeiro

Ibovespa. Foto Unsplash.

Ibovespa. Foto Unsplash.

Ibovespa encerrou a semana mais curta de Páscoa com ganho acumulado de 3,58% e leve alta de 0,05% nesta quinta-feira (2), aos 188.052,02 pontos, sustentando o quarto avanço consecutivo e mantendo o índice no maior nível desde o início da guerra no Oriente Médio.

Apesar do desempenho positivo, o pregão foi marcado por desequilíbrios internos. As ações da Petrobras (PETR3; PETR4) e da Vale (VALE3) garantiram a sustentação do índice, enquanto o setor financeiro — de maior peso — operou no negativo, limitando ganhos mais expressivos.

Petrobras segura o Ibovespa em meio à pressão dos bancos

O desempenho do Ibovespa foi diretamente influenciado pelo avanço das commodities. A Petrobras (PETR3; PETR4) subiu mais de 2%, acompanhando a disparada do petróleo, enquanto a Vale (VALE3) também contribuiu positivamente.

Do outro lado, bancos como Itaú (ITUB4) e Bradesco (BBDC4) recuaram, refletindo um ambiente ainda pressionado por juros elevados e incertezas macroeconômicas.

Entre os destaques positivos do dia, ficaram Prio (PRIO3), Auren (AURE3) e Brava (BRAV3). Já as maiores quedas foram lideradas por RD Saúde (RADL3), Cyrela (CYRE3; CYRE4) e Yduqs (YDUQ3).

Petróleo volta a subir e tensão global segue no radar

O pano de fundo segue sendo o conflito no Oriente Médio. Após alguma trégua momentânea, o petróleo voltou a subir com força, com o Brent avançando 7,77% no dia, a US$ 109,03 o barril.

A falta de sinalização concreta de cessar-fogo após declarações de Donald Trump voltou a pressionar os mercados.

Segundo analistas, o discurso mais duro do presidente americano reacendeu temores sobre uma escalada do conflito, especialmente com possíveis ataques à infraestrutura energética do Irã.

Esse cenário mantém elevada a incerteza global, com impacto direto sobre inflação, juros e apetite por risco — fatores que continuam ditando o ritmo do Ibovespa.

Exterior misto e cautela no curto prazo

Nos Estados Unidos, os principais índices fecharam sem direção única:

O comportamento reflete um mercado dividido entre sinais de resiliência econômica e riscos geopolíticos persistentes.

De acordo com analistas, o Brasil segue relativamente bem posicionado pelo fluxo estrangeiro e pelo peso das commodities na bolsa, mas o cenário exige cautela.

No curto prazo, o mercado segue dividido: enquanto parte aposta na continuidade da recuperação, outra parcela ainda vê risco de novas quedas diante da imprevisibilidade do cenário externo — o que mantém o Ibovespa sensível a qualquer mudança no noticiário global.

Com Estadão Conteúdo

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