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Ibovespa cai 0,64%, mas fecha semana em alta com guerra no radar

Ibovespa

Ibovespa. Foto: Pixabay.

O Ibovespa recuou nesta sexta-feira (27), pressionado pela piora das bolsas em Nova York ao longo da tarde, mas ainda assim conseguiu encerrar a semana no positivo após interromper uma sequência de quatro quedas consecutivas.

O índice fechou o dia em baixa de 0,64%, aos 181.556,76 pontos, depois de oscilar entre a máxima de 183 mil pontos e a mínima próxima de 181 mil. Na semana, porém, acumulou alta de 3,03%, em um movimento de recuperação após semanas marcadas pela escalada da guerra no Oriente Médio.

No mês, o índice ainda cai 3,83%, enquanto no ano sobe 12,68%.

Ibovespa (IBOV): petróleo sustenta energia, bancos voltam a cair

A sessão voltou a escancarar o padrão recente da bolsa brasileira: enquanto empresas ligadas ao petróleo sobem, o restante do mercado segue pressionado.

Na ponta positiva:

Já entre as quedas, destaque para setores mais sensíveis a juros:

O movimento reflete o impacto combinado de juros mais altos e incerteza global, que pesa especialmente sobre bancos e empresas domésticas.

Guerra domina o cenário e ofusca os dados econômicos

Mais uma vez, o principal fator por trás do mercado não foi a agenda econômica, mas o noticiário geopolítico.

Segundo Fernando Bresciani, o conflito praticamente anulou a leitura macro: “Nesta semana, a guerra dominou completamente o cenário, e os dados macro acabaram ficando em segundo plano. Se o conflito se prolonga, traz impactos relevantes em inflação, atividade e setores; se termina, reorganiza parte do estrago recente.”

O analista destaca ainda que o comportamento da bolsa tem sido bastante direto: “Empresas ligadas ao petróleo sobem, enquanto o restante do mercado sofre. Caso haja acordo, esse movimento tende a se inverter.”

Exterior pesa e petróleo segue no centro das atenções

A piora do Ibovespa ao longo da tarde acompanhou o movimento de Nova York, onde os índices fecharam em queda:

O petróleo continua sendo a principal variável para os mercados. O Brent encerrou a semana em US$ 105,32 por barril, ainda sustentado pelas incertezas sobre oferta global e possíveis interrupções no fluxo pelo Estreito de Ormuz.

Esse cenário mantém elevada a preocupação com inflação global e com a trajetória dos juros, limitando o apetite por risco.

Mercado entra em compasso de espera

Sem avanços concretos nas negociações, o mercado encerra a semana em tom cauteloso, com expectativa concentrada nos próximos desdobramentos do conflito.

Como resume Bresciani: “Se houver avanço em um acordo, os mercados tendem a se reorganizar. Caso contrário, a indefinição deve continuar pressionando juros, câmbio e bolsa.”

Nesse ambiente, o Ibovespa segue altamente dependente do noticiário externo — e a volatilidade deve continuar sendo a principal característica do mercado no curto prazo.

Com Estadão Conteúdo

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