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Ibovespa despenca após Fed, perde 184 mil e amplia correção em série

Ibovespa. Foto: iStock

Ibovespa. Foto: iStock

Nesta quarta-feira, 29 de abril, o Ibovespa aprofundou a correção e caiu para a casa dos 184 mil pontos, pressionado pela decisão de juros do Federal Reserve e pelo tom mais duro adotado por Jerome Powell. O índice fechou em queda de 2,05%, aos 184.750,42 pontos, no menor nível desde 30 de março, ampliando para seis sessões consecutivas a sequência negativa.

O movimento ganhou força ao longo da tarde, após o Fed manter os juros entre 3,50% e 3,75% ao ano, como esperado, mas reforçar preocupações com a inflação no curto prazo. Powell destacou que choques de oferta — especialmente ligados ao petróleo — podem pressionar preços e emprego, o que elevou a cautela global.

Desde o pico histórico registrado em 14 de abril, o índice já acumula queda próxima de 14 mil pontos, evidenciando uma mudança relevante de humor no mercado.

Ibovespa reage ao Fed e amplia perdas com pressão global

A leitura do mercado foi de que o Federal Reserve segue em modo de atenção máxima diante do cenário inflacionário, especialmente com os desdobramentos do Oriente Médio afetando energia e cadeias produtivas.

Segundo Bruno Perri, da Forum Investimentos, o foco dos investidores está na sensibilidade do Fed à inflação e na possibilidade, ainda que remota, de um novo aperto monetário caso o cenário piore.

Esse ambiente de incerteza, somado à expectativa pela decisão do Copom no Brasil, reforçou a cautela e reduziu o apetite por risco ao longo da sessão.

Maiores altas e baixas do Ibovespa

Mesmo em um dia amplamente negativo, algumas ações conseguiram avançar, especialmente ligadas ao setor de energia e químico.

Maiores altas:

Maiores baixas:

Entre as blue chips, o destaque negativo ficou para Vale, que recuou 5,87%, enquanto bancos também pressionaram o índice, com perdas relevantes ao longo do dia.

Cotação do dólar hoje

O dólar acompanhou o ambiente global mais cauteloso, reagindo ao fortalecimento das Treasuries e à leitura mais dura do Fed sobre inflação.

No exterior, as bolsas fecharam sem direção única, refletindo a digestão da decisão de juros:

Apesar da leve estabilidade nos índices, o tom geral foi de cautela, com investidores avaliando os próximos passos da política monetária nos Estados Unidos.

Mercado entra em modo defensivo após sequência de quedas

No Brasil, o cenário segue condicionado ao ambiente externo e à trajetória dos juros, com poucos gatilhos locais capazes de sustentar o apetite por risco no curto prazo.

A leitura mais resiliente do mercado de trabalho, via Caged, reforça a percepção de que a economia ainda resiste, mas também reduz o espaço para cortes mais rápidos da Selic, o que pesa sobre a bolsa.

Nesse contexto, o Ibovespa amplia a correção iniciada após os recordes recentes e passa a operar em um patamar mais defensivo, à espera de sinais mais claros sobre inflação, juros e geopolítica antes de retomar uma trajetória mais consistente.

Com Estadão Conteúdo

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