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Ibovespa perde força com NY e petróleo acima de US$ 100 pressiona bancos

Ibovespa

Ibovespa. Foto: iStock

Ibovespa devolveu parte dos ganhos recentes nesta quinta-feira (26), ao cair 1,45%, aos 182.732,67 pontos, pressionado pela piora das bolsas em Nova York e pela nova escalada do petróleo, que reacendeu temores sobre inflação e juros.

O índice chegou a tentar sustentar o patamar dos 183 mil pontos, mas não resistiu ao movimento externo ao longo da tarde. No intradia, saiu da máxima na abertura, perto dos 185 mil pontos, para a mínima de 182.570 pontos, evidenciando a virada de humor do mercado.

Ainda assim, na semana, o índice acumula alta de 3,70%, enquanto no ano sobe 13,41%.

Ibovespa sofre com bancos e devolução de otimismo

O principal vetor de pressão veio do setor financeiro, que voltou a cair diante da combinação de juros mais altos e inflação mais pressionada.

O dado do IPCA-15 acima do esperado reforçou essa dinâmica, ao aumentar a cautela com o ritmo de corte da Selic.

Segundo Rodrigo Moliterno, da Veedha Investimentos, o movimento também reflete ajuste após a sequência positiva recente:“A volatilidade segue dando o tom, e o mercado devolve parte do otimismo visto no início da semana.”

Petrobras (PETR4) sobe, mas não segura o índice

Na contramão do mercado, as petroleiras voltaram a subir com o petróleo.

Mesmo assim, o peso das quedas em bancos e em outras blue chips impediu uma reação do índice.

Entre os destaques negativos:

Já Vale (VALE3) recuou 0,80%, contribuindo para o viés negativo.

Petróleo e cenário externo voltam a ditar o ritmo

O petróleo voltou a subir forte, com o Brent avançando mais de 4,5% e retornando ao patamar de três dígitos, refletindo a ausência de avanços concretos em direção a um cessar-fogo no Oriente Médio.

Esse movimento segue sendo central para o mercado: preços mais altos da commodity elevam o risco inflacionário global e dificultam cortes de juros.

Bolsas dos EUA hoje

O movimento negativo ganhou força com Nova York:

A piora no exterior contaminou os ativos locais ao longo da tarde.

Dólar e juros acompanham aversão a risco

O ambiente mais cauteloso também se refletiu nos demais ativos:

O movimento reforça o padrão das últimas semanas: em momentos de maior incerteza global, investidores reduzem exposição a risco e buscam proteção.

Mercado volta ao modo dependente do noticiário

Apesar da recuperação vista nos últimos dias, o cenário ainda é frágil.

A falta de avanços concretos no conflito e a oscilação nos preços do petróleo mantêm o mercado sensível a qualquer nova informação.

Nesse contexto, o Ibovespa volta a mostrar dificuldade de sustentação, com ganhos rapidamente revertidos diante de choques externos — um comportamento que tem se repetido ao longo de março.

Com Estadão Conteúdo

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