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IBC-Br cai 0,7% em março, mas economia cresce 1,3% no trimestre

IBC-Br

IBC-Br. Foto: Pixabay

O Banco Central informou nesta segunda-feira (18) que o Índice de Atividade Econômica (IBC-Br), considerado a “prévia do PIB”, registrou crescimento de 1,3% no primeiro trimestre de 2026, na comparação com os três meses anteriores.

No terceiro mês de 2026, o IBC-Br apresentou retração de 0,7% ante fevereiro, em dado dessazonalizado. O resultado veio pior do que o esperado pelo mercado, já que analistas consultados pela Reuters projetavam queda de 0,2%.

O IBC-Br é um indicador calculado pelo Banco Central para acompanhar o ritmo da atividade econômica do país. Conhecido como uma espécie de “prévia do PIB”, o índice reúne estimativas para os setores de agropecuária, indústria, serviços e impostos. Apesar disso, o cálculo é diferente do realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), responsável pela divulgação oficial do Produto Interno Bruto (PIB).

Indústria lidera avanço do IBC-Br em março

Apesar da queda na comparação mensal, o IBC-Br de março mostrou que a economia brasileira manteve um ritmo mais forte no acumulado do primeiro trimestre. Segundo o Banco Central, todos os grandes setores da economia apresentaram crescimento entre janeiro e março.

A indústria liderou o avanço, com alta de 1,3%, enquanto agropecuária e serviços registraram expansão de 1%.

O resultado do primeiro trimestre também marcou uma aceleração em relação aos últimos meses de 2025. No quarto trimestre do ano passado, o IBC-Br havia avançado 0,37%.

Além disso, o crescimento de 1,3% foi o maior desde o terceiro trimestre de 2024, quando o indicador havia subido 1,42%.

Na comparação com março de 2025, o IBC-Br apresentou alta de 2,3%, sem ajuste sazonal. Já no acumulado de 12 meses até março, a atividade econômica avançou 0,7%, segundo os dados divulgados pelo Banco Central.

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