O IBC-Br, indicador do Banco Central (BC) considerado uma prévia do Produto Interno Bruto (PIB), subiu 0,1% em maio na comparação com abril, na série com ajuste sazonal. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (17).
O resultado superou as projeções do mercado. A mediana da pesquisa Projeções Broadcast apontava para uma queda de 0,20% do IBC-Br em maio, com estimativas que variavam de recuo de 1,06% a alta de 0,40%.
Considerando duas casas decimais, o crescimento de maio foi de 0,07%, abaixo do avanço de 0,40% registrado em abril, número que havia sido revisado de 0,51%.
O IBC-Br é acompanhado pelo mercado como um termômetro da atividade econômica e costuma sinalizar de forma antecipada o comportamento do PIB.
Na comparação com o mesmo mês do ano passado, o índice registrou alta de 0,8%. No trimestre encerrado em maio de 2026, ante o período terminado em fevereiro, o indicador avançou 0,7%. Já no acumulado dos últimos 12 meses, a alta foi de 1,4%.
Como se comportaram os setores no IBC-Br de maio
Entre os setores, a indústria apresentou o maior avanço no mês, com alta de 0,4%. Os serviços subiram 0,1%, enquanto a agropecuária recuou 1,0%. Segundo os dados do Banco Central, todas as aberturas do índice subiram na margem em maio, com exceção da agropecuária, que caiu 0,99% após alta de 0,11% em abril.
O IBC-Br que exclui a agropecuária, usado para medir a atividade sem a influência do setor, avançou 0,2% no mês. O índice de impostos, equivalente em linhas gerais à rubrica de impostos líquidos sobre produtos do PIB, subiu 0,11% em maio.
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