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HGBS11 eleva resultado e mantém R$ 0,17 por cota em março

ações - investimentos

Foto: Suno/Banco

O fundo imobiliário HGBS11 reportou resultado de R$ 24 milhões em fevereiro de 2026, avanço de 17,14% sobre janeiro. O desempenho foi sustentado pela operação dos imóveis e por ajustes táticos na carteira, com destaque para receitas imobiliárias robustas. A gestão anunciou a manutenção da distribuição de R$ 0,17 por cota referente ao mês, com pagamento em 13 de março aos investidores posicionados até 27 de fevereiro.

No mês, as receitas totalizaram R$ 29,838 milhões, sendo R$ 28,719 milhões provenientes de receitas imobiliárias e R$ 1,119 milhão de outras fontes. As despesas do fundo imobiliário HGBS11 somaram R$ 5,827 milhões, permitindo a apuração do lucro distribuível que embasou os proventos. A administração ressaltou que parte relevante da receita reflete a operação dos shoppings em janeiro, derivada das vendas de dezembro, período sazonalmente forte.

Apesar do impulso sazonal, o período natalino ficou aquém do verificado no ano anterior, segundo a gestão do FII HGBS11. Ainda assim, a melhora sequencial do resultado foi apoiada por decisões de portfólio. Houve alienação de cotas de FIIs líquidos, que gerou prejuízo contábil, compensado por ganhos em vendas de participações classificadas como estratégicas.

Entre as métricas operacionais, as vendas por metro quadrado atingiram R$ 1.272 em janeiro, alta anual de 5,5%. A vacância encerrou em 4,7% da ABL, acima de dezembro (4,5%), mas inferior a janeiro de 2025 (5,0%). O NOI/m² foi a R$ 129,7, avanço de 2,4% na comparação anual, refletindo resiliência operacional mesmo com ajustes de ocupação.

Investimentos recentes redesenharam a carteira: compra de 20% do ParkShopping São Caetano e 35% do Boulevard Shopping Bauru, além da venda de 15% do Suzano Shopping. A gestão indica intenção de preservar a distribuição de R$ 0,17 por cota no primeiro semestre, considerando a performance dos ativos e a expectativa de resultado com a comercialização do I Fashion Outlet Novo Hamburgo. Projeções, ressalta o fundo HGBS11, envolvem riscos e não configuram garantia.

Ao fim de fevereiro, o FII detinha 20 shopping centers em 15 municípios de seis estados. Desses, 15 são participações diretas, quatro via cotas (HPDP11, FVPQ11, FLRP11 e ABCP11) e um tem exposição híbrida por meio do WPLZ11. Shoppings representam 94,9% da carteira; sete imóveis de controle majoritário do HGBS11 concentram cerca de 51% do valor alocado em ativos estratégicos.

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