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Grupo Mateus (GMAT3): Safra corta preço-alvo e vê freio no crescimento

Grupo Mateus (GMAT3)

Grupo Mateus (GMAT3)

O Grupo Mateus (GMAT3) teve o preço-alvo reduzido pelo Banco Safra, em meio a um cenário mais desafiador para crescimento, expansão de lojas e rentabilidade. O banco cortou a projeção para os papéis de R$ 6,00 para R$ 4,50 em 12 meses, mas manteve recomendação neutra para a ação.

A revisão considera resultados recentes da companhia, premissas macroeconômicas mais conservadoras e uma estratégia mais cautelosa de expansão. Segundo o Safra, o valuation atual já reflete boa parte dos riscos de curto prazo, incluindo pressão operacional, concorrência mais forte e ambiente econômico restritivo.

O que mudou para o Grupo Mateus?

O Safra passou a trabalhar com crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 1,6% em 2026, abaixo da projeção anterior de 2,2%, além de uma Selic média mais alta nos próximos anos. Esse cenário levou o banco a reduzir as estimativas para o Grupo Mateus, especialmente em receita e abertura de lojas.

Um dos principais pontos de atenção é a descontinuação das operações de balcão, ligadas ao atacado para clientes empresariais. Na avaliação do banco, esse movimento deve pressionar as vendas nas mesmas lojas ao longo dos próximos trimestres.

A revisão também foi forte no plano de expansão. Para 2026, a estimativa de abertura caiu de 31 para apenas cinco lojas. Em 2027, o número passou de 23 para quatro unidades. Já para 2028, o Safra não projeta novas aberturas.

Com isso, as projeções de receita foram reduzidas em 13% para 2026, 17% para 2027 e 22% para 2028.

Apesar de esperar uma melhora gradual da margem bruta, com foco maior em rentabilidade, o Safra avalia que esse ganho não deve compensar totalmente a queda nas receitas e a menor diluição de despesas. A margem operacional deve recuar em 2026 e seguir em níveis mais baixos nos anos seguintes.

O banco também incorporou iniciativas de redução de despesas administrativas e ajustes na estrutura corporativa, com impacto mais relevante a partir de 2027. No lucro líquido, a revisão foi menor por causa da incorporação de subsídios fiscais no modelo.

Além dos fatores operacionais, o Safra analisou possíveis impactos de mudanças na jornada de trabalho. Em um cenário de aumento de despesas de vendas, a companhia precisaria fazer reajustes moderados de preços para compensar os custos adicionais.

Entre os principais riscos para o Grupo Mateus, o banco cita ambiente macroeconômico mais adverso, aumento da concorrência, desafios de execução da estratégia e mudanças trabalhistas que possam elevar custos.

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