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GARE11 mira valor com projetos em terrenos do Pão de Açúcar

JSAF11: fundo imobiliário paga dividendos de quase 1% ao mês

JSAF11: fundo imobiliário paga dividendos de quase 1% ao mês

Incorporadoras estão apresentando propostas para desenvolver empreendimentos residenciais e comerciais nos terrenos onde funcionam lojas do Pão de Açúcar pertencentes ao GARE11. A movimentação, revelada por Gustavo Asdourian, gestor do Guardian Real Estate, sinaliza uma possível monetização adicional dos ativos do fundo e amplia o leque de alternativas para geração de valor aos cotistas.

Durante apresentação no FIIs Experience, evento da Suno em São Paulo, Asdourian detalhou que imóveis situados na Avenida Angélica e na Abílio Soares, na capital paulista, já estão em fase de conversas com potenciais parceiros do mercado imobiliário. Essas negociações podem destravar receitas extraordinárias além da locação, criando um “pipeline” de desenvolvimento que favorece o desempenho do GARE11 no médio prazo.

Com o Grupo Pão de Açúcar em recuperação extrajudicial, o gestor avaliou que o momento é de menor risco do que aparenta e pode, inclusive, abrir portas para acordos vantajosos. “Os aluguéis estão sendo recebidos normalmente. O aluguel caiu, tudo certo”, afirmou, referindo-se aos ajustes contratuais já pactuados com a rede. Essa previsibilidade de caixa sustenta o apetite do fundo para explorar alternativas de reciclagem de portfólio.

A estratégia foi montada com prudência desde a origem, segundo Asdourian. Ao adquirir pontos do Pão de Açúcar, a administração já considerava os desafios operacionais da varejista e priorizou imóveis com localização premium. “Escolhemos os melhores pontos justamente para que, caso houvesse algum problema, estivéssemos em posição segura”, explicou o executivo, ressaltando a resiliência locacional como pilar de proteção.

Mudanças estruturais também reforçam a flexibilidade do portfólio. Antes, a indústria de FIIs era dominada por galpões logísticos de tíquete elevado, menos líquidos e mais complexos para girar. Essa configuração limitava a velocidade de reciclagem e alongava ciclos de venda.

Ao migrar para estabelecimentos urbanos com tíquetes entre R$ 10 milhões e R$ 20 milhões, o fundo ampliou a liquidez e passou a executar vendas recorrentes com maior agilidade. “A venda recorrente é algo que fazemos todo ano e hoje está muito mais fácil agregar valor ao investidor”, disse Asdourian, destacando a eficiência operacional como diferencial competitivo do GARE11.

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