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Fundo imobiliário RBVA11 recebe avaliação da Moody’s e tem lucro de R$ 17,5 milhões

Mercado Financeiro - Investimentos

Foto: Suno/Banco

O fundo imobiliário registrou resultado de R$ 17,5 milhões em agosto, o que corresponde a R$ 0,10 por cota, de acordo com o relatório gerencial divulgado pela administração. No mesmo período, a distribuição foi mantida em R$ 0,09 por cota, em linha com o guidance estabelecido para o segundo semestre de 2026.

Segundo a gestão, a decisão de manter a distribuição abaixo do resultado mensal tem como objetivo linearizar os pagamentos ao longo do semestre, uma vez que são esperadas entradas de resultados extraordinários nos próximos meses. Essa diretriz busca dar previsibilidade aos fluxos de proventos no período.

Desempenho operacional do RBVA11 em agosto

Entre os fatores que influenciaram o desempenho de agosto está o recebimento de R$ 5 milhões relativos ao acordo firmado com o Santander. O valor está associado à desocupação do imóvel de Jundiaí, incluindo multa contratual e indenização. Após a saída do banco, parte do ativo foi locada para a Geo Cosméticos.

A gestora também formalizou a rescisão de um contrato de locação com a Smoov, referente a uma área de 11,70 metros quadrados no empreendimento Pátio Maria Antônia. Esse espaço representava 0,04% da receita contratada e 0,004% da área bruta locável do fundo, com impacto avaliado como marginal pela administração.

Além disso, houve o recebimento de parcelas vinculadas à venda de outros imóveis. Entraram R$ 4,99 milhões relativos ao ativo Haddock Lobo, R$ 1 milhão de Senador Queirós, R$ 150 mil de São Gonçalo Alcântara e R$ 311 mil de Nilo Peçanha. Esses recursos reforçam o caixa proveniente da estratégia de reciclagem de portfólio.

Gestão mantém guidance de R$ 0,09 por cota no semestre

Para os próximos meses, a gestão manteve a projeção de distribuição mensal de R$ 0,09 por cota no segundo semestre de 2026. A estimativa considera o resultado recorrente da carteira e a execução de ganhos de capital por meio de venda oportunística de ativos, conforme estratégia delineada no relatório.

Por outro lado, o resultado recorrente projetado para o semestre foi revisado para aproximadamente R$ 0,062 por cota. De acordo com a administração, a revisão reflete, principalmente, desocupações de agências bancárias já comunicadas ao mercado, além de imóveis que seguem vagos ou em processo de recomercialização.

No primeiro semestre, foram fechadas cinco novas locações. Parte desses contratos ainda passa por períodos de carência, descontos comerciais ou encontra-se em fase inicial de maturação. Assim, o efeito positivo dessas locações sobre o resultado tende a aparecer de maneira gradual nos próximos meses.

A gestão segue empenhada em reduzir a vacância. Considerando os contratos já assinados e uma eventual ocupação dos demais imóveis atualmente em comercialização, o resultado recorrente poderia alcançar aproximadamente R$ 0,075 por cota, conforme projeção apresentada no relatório.

Risco do fundo e avaliação da Moody’s Local Brasil

Outro destaque do período foi a divulgação, em 11 de setembro, da primeira avaliação de risco do fundo pela Moody’s Local Brasil. A agência atribuiu a classificação REF-2.br, avaliação que, segundo a gestora, reflete características consideradas acima da média em relação aos pares de mercado.

O relatório ressalta aspectos como equipe, processo de investimento e gestão de riscos entre os pontos positivos observados pela agência. A atribuição do rating fornece um referencial adicional ao mercado sobre a qualidade dos processos e da governança adotados na gestão do portfólio.

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