O FIIB11 comunicou um impasse com uma inquilina após pagamentos parciais de aluguel e ausência de formalização para o adiamento de cobranças. Diante do descumprimento, o cenário pode evoluir para uma disputa judicial caso não haja acordo satisfatório entre as partes.
O fundo imobiliário do segmento industrial relatou que a locatária alegou problemas de liquidez para solicitar o adiamento de 50% dos aluguéis entre setembro de 2025 e janeiro de 2026. Segundo a empresa, questões sazonais no último trimestre, o ambiente desfavorável para a indústria automotiva e instabilidades no comércio global pressionaram o fluxo de caixa.
De início, a administração do FIIB11 rejeitou o pedido. Apesar disso, a locatária efetuou unilateralmente apenas metade dos pagamentos entre setembro e dezembro de 2025, caracterizando inadimplência parcial. O fundo então buscou construir um arranjo que evitasse a judicialização imediata.
Busca por resolução consensual
Para mitigar riscos, a gestão do fundo avaliou postergar os aluguéis pendentes de setembro a dezembro de 2025, além do valor de janeiro de 2026. O montante somava R$ 1,66 milhão, que, com encargos previstos em contratos de locação, alcançou aproximadamente R$ 1,79 milhão. A proposta previa quitação em parcelas mensais a partir de fevereiro de 2026.
Formalização não ocorreu
Embora a locatária tenha sinalizado concordância com os termos, não houve assinatura do acordo. Também não se concretizaram a renovação dos contratos de locação, atualmente por prazo indeterminado, nem a entrega de novas garantias exigidas pelo fundo. Diante disso, o FIIB11 indicou que poderá adotar medidas judiciais para recuperar valores, incluindo rescisão contratual e retomada dos imóveis, conforme previsto.
Comunicação aos cotistas
Conforme o fato relevante, a postergação de 50% dos aluguéis de setembro de 2025 a janeiro de 2026 representaria impacto mensal estimado de R$ 0,48 por cota. O fundo reforçou que qualquer evolução relevante, especialmente relacionada a disputa judicial, será comunicada ao mercado, preservando a transparência e o cumprimento regulatório.
Ao final, o FIIB11 mantém postura de negociação, mas preserva alternativas legais caso o impasse persista, buscando equilibrar proteção ao patrimônio e previsibilidade de receitas aos cotistas.
