O fundo imobiliário (FII) SNME11 registrou uma das maiores marcas de liquidez de sua história recente ao negociar cerca de R$ 2,35 milhões no mercado secundário. As cotas encerraram o pregão a R$ 9,49, com leve baixa de 0,11%.
O crescimento do fluxo de investidores ocorreu após a gestora anunciar elevação no pagamento de dividendos do fundo. O valor distribuído passou de R$ 0,10 para R$ 0,15 por cota, uma alta de 50% em relação ao pagamento anterior.
A estratégia do veículo se apoia na flexibilidade de gestão, com alocações em FIIs, CRIs e operações táticas voltadas a capturar ganhos adicionais aos cotistas. Esse desenho permite ajustar a carteira a diferentes condições de mercado, mantendo disciplina no uso de caixa e no giro de posições.
SNME11 intensifica giro de carteira e arbitragens
Em abril, o fundo apurou resultado distribuível de aproximadamente R$ 1,08 milhão. A carteira segue concentrada em FIIs, que representam cerca de 69% da alocação. Os CRIs somam aproximadamente 13%, enquanto o caixa corresponde a 17% do patrimônio.
O portfólio de CRIs terminou o mês com yield médio próximo de 19,04% e duration reduzida, de aproximadamente 0,5 ano. Essa característica mitiga a exposição a oscilações mais longas de juros, preservando o perfil tático da carteira de crédito.
No período, a gestão vendeu aproximadamente R$ 2,6 milhões em posições de FIIs, realizando parte do ganho de capital acumulado em ativos que, segundo o relatório, já apresentavam melhor precificação no mercado. Também foram concluídas operações de arbitragem envolvendo BRCO11 e GGRC11.
A estratégia com BRCO11 gerou aproximadamente R$ 290 mil em ganhos de capital nas operações realizadas entre março e abril. As arbitragens com GGRC11 adicionaram cerca de R$ 117 mil ao resultado. Somadas, as movimentações táticas contribuíram com aproximadamente R$ 534 mil no mês, o equivalente a cerca de R$ 0,07 por cota.
Fundo mira expansão após fusões com KISU11 e SNFF11
No campo societário, a gestora destacou a aprovação da incorporação de KISU11 pelo fundo. Juntamente com a fusão envolvendo SNFF11, o novo veículo poderá superar patrimônio líquido de R$ 800 milhões, ampliando escala operacional.
A expectativa é que o movimento aumente a liquidez média diária, o número de cotistas e a capacidade estrutural para novas alocações. A gestão também enxerga a posição elevada de caixa como um diferencial para capturar oportunidades em meio à volatilidade observada no mercado de renda variável ao longo do primeiro semestre de 2026.
Em desempenho, o fundo reportou retorno patrimonial total de aproximadamente 2% em abril, acima do IFIX no período, que ficou em torno de 1,53%, segundo dados divulgados pela própria gestão. O conjunto de medidas — reforço de caixa, giro de carteira e arbitragem — sustenta a dinâmica recente de resultados e liquidez.
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