Em dezembro, o Fiagro OIAG11 promoveu mudanças relevantes em sua carteira, priorizando estruturas de recebíveis. O fundo direcionou recursos para operações com prazos definidos e remuneração atrelada ao CDI, reforçando a disciplina de risco e a previsibilidade de caixa.
A alocação incluiu R$ 4,2 milhões em cotas sênior do Spaço Agrícola Fiagro, com retorno de CDI + 4,0% e vencimento em junho de 2028, lastreadas em recebíveis do Grupo Spaço Agrícola.
Em paralelo, foram investidos R$ 2,5 milhões em cotas sênior do Florindo Agro Fiagro, oferecendo CDI + 3,5% até dezembro de 2028, com créditos pulverizados dos grupos Sansão e Florindo. Ambos os movimentos reforçam a estratégia em instrumentos do agronegócio estruturado.
Em sentido oposto, a gestão vendeu cerca de R$ 3 milhões em cotas sênior do Fiagro Ponto Rural. A alienação teve como objetivo aprimorar a diversificação e otimizar o perfil risco-retorno do portfólio, segundo a administração. O reposicionamento equilibra concentração de emissores e alonga o duration com remuneração atrelada ao CDI.
Além disso, o vencimento e a liquidação do CRA Coruripe contribuíram para recompor o caixa do fundo. Com isso, a parcela aplicada em ativos-alvo permaneceu elevada, atingindo 92,6% do patrimônio líquido, acima dos 92,0% anteriores. O nível de alocação reflete consistência na execução da política de investimentos.
Disponibilidades ao fim de dezembro somaram aproximadamente R$ 6,6 milhões. Esse montante deve ser destinado a novas oportunidades em análise, preservando flexibilidade para capturar prêmios de risco atrativos. A gestão sinaliza foco em operações sênior com colaterais diversificados e governança robusta.
Guidance do Fiagro OIAG11
Nos resultados, o OIAG11 apurou R$ 0,118 por cota e distribuiu R$ 0,120 por cota, utilizando R$ 0,002 da reserva para complementar o pagamento. A reserva remanescente ficou em R$ 0,139 por cota, indicando conforto para manter o nível de distribuição. O resultado contábil mensal totalizou R$ 1,06 milhão, em linha com a geração operacional.
Origem das receitas
A origem das receitas reforça a tese: Fiagros responderam por 52,2% do total, enquanto CRAs e CRIs contribuíram com 40,6%, e renda fixa representou 7,2%. A composição evidencia preferência por crédito estruturado, mitigando volatilidade e maximizando eficiência de caixa.
