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NUIF11 mantém R$ 1 por cota e ajusta risco em abril

Uma folha com um gráfico de linhas

Imagem gerada por IA

O fundo de infraestrutura NUIF11, administrado pela Nu Asset, distribuiu R$ 1,00 por cota em abril, mantendo o mesmo patamar do mês anterior. O rendimento anualizado permaneceu próximo de 13,5% sobre a cotação de fechamento, reforçando o perfil de geração de renda do FI-Infra em um ambiente de maior volatilidade. Segundo a gestora, o valor equivale a cerca de 114% do CDI após o ajuste de gross up do imposto de renda, evidenciando competitividade frente a benchmarks conservadores.

Nos últimos 12 meses encerrados em abril, o fundo pagou R$ 14,00 por cota, resultado que corresponde a aproximadamente 128% do CDI líquido ajustado. Essa dinâmica de distribuição foi sustentada pelo carrego da carteira, que seguiu contribuindo positivamente, mesmo com um cenário de mercado mais desafiador para os ativos de crédito incentivado. A gestão reforçou a disciplina na seleção de papéis e na preservação de liquidez.

Contudo, o mês foi marcado pela continuidade da reprecificação dos títulos de infraestrutura no secundário. O aumento da aversão ao risco e a ampliação adicional de spreads pressionaram as cotações e reduziram o apetite por risco dos investidores institucionais. Esse movimento impactou a indústria como um todo, com efeitos visíveis sobre precificação e negociação.

A administradora apontou que o fluxo de resgates em fundos do setor ampliou a volatilidade e enfraqueceu o interesse por novas emissões primárias. Nesse contexto, a estratégia do FI-Infra priorizou preservação de capital e ajustes táticos, buscando capturar oportunidades de qualidade com prêmio adequado de risco.

FI-Infra NUIF11: desempenho e ajustes na carteira

Em abril, o NUIF11 registrou retorno patrimonial negativo de 1,1%, refletindo especialmente o componente de spread e trading, que teve contribuição negativa próxima de 2,7%. Parte desse efeito foi mitigada pelo carrego, com impacto positivo de cerca de 1,4%. Ainda assim, no horizonte de longo prazo, o fundo segue superando o IMA-B, com alta acumulada de aproximadamente 44,3% na cota patrimonial e 44,2% na cota de mercado, frente aos 36,9% do indicador.

A gestão também decidiu zerar a exposição à Águas do Rio, vinculada ao grupo Aegea, diante da percepção de maior risco de crédito e dificuldades de captação futura. A pressão sobre os papéis veio após mudanças em práticas contábeis, aumentando a volatilidade no curto prazo. Apesar de os números divulgados permanecerem alinhados às projeções internas, foram identificados desafios operacionais relacionados à inadimplência e à alavancagem financeira. A equipe manteve, porém, exposição ao grupo por meio da Corsan, considerada menos afetada pelos recentes ruídos.

Em síntese, o FI-Infra preservou o nível de proventos, ajustou a carteira para reduzir riscos específicos e manteve uma trajetória de longo prazo superior ao benchmark, mesmo em um ambiente de spreads mais largos e liquidez seletiva.

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