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Ferrari lança 1º carro elétrico e ações despencam após críticas

Ferrari

Ferrari. Foto: Divulgação/Ferrari

A Ferrari (NYSE: RACE) anunciou oficialmente nesta terça-feira (26) o Luce, primeiro veículo totalmente elétrico da história da fabricante italiana. O lançamento, porém, não foi bem recebido pelo mercado: as ações da companhia chegaram a cair mais de 4,7% na Bolsa de Nova York, em meio às críticas envolvendo o design e a proposta do novo modelo.

Por volta das 10h50, as ações da Ferrari recuavam 4,74%, negociados a US$ 331,75. A reação negativa ocorre após a apresentação do carro em Roma, que marcou a etapa final da divulgação do modelo iniciada no ano passado.

O Luce representa uma mudança na estratégia da montadora, que durante anos resistiu à ideia de produzir um Ferrari 100% elétrico. Até então, a empresa vinha priorizando modelos híbridos, combinando motores a combustão com eletrificação parcial.

Além de ser o primeiro carro totalmente elétrico da marca, o Luce também quebra outras tradições históricas da Ferrari. O veículo possui quatro portas, cinco lugares e foi desenvolvido em parceria com a LoveFrom, agência fundada por Jony Ive, ex-chefe de design da Apple.

Primeiro Ferrari elétrico divide opiniões

Batizado de “Luce”, palavra italiana para “luz”, o modelo levou cerca de cinco anos para ser desenvolvido, segundo o CEO da Ferrari, Benedetto Vigna. O carro utiliza um motor elétrico em cada roda e acelera de 0 a 100 km/h em aproximadamente 2,5 segundos, além de superar os 310 km/h de velocidade máxima.

Apesar do desempenho, o design do veículo passou a acumular críticas nas redes sociais e entre analistas do setor automotivo. Parte do público comparou o visual do modelo ao de veículos elétricos de massa, o que cria um distanciamento entre o carro e a identidade tradicional da Ferrari.

Outro ponto levantado por investidores e entusiastas envolve justamente a experiência associada à Ferrari. Para parte dos consumidores, a marca está diretamente ligada aos motores V8 e V12, ao ronco característico e à tradição mecânica construída ao longo de décadas, que são elementos que naturalmente desaparecem em um veículo totalmente elétrico.

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