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Energisa (ENGI11) vende ativos para Taesa (TAEE11) por R$ 1,5 bi

Taesa (TAEE11) e Energisa (ENGI11)

Taesa (TAEE11) e Energisa (ENGI11). Foto: Unsplash

A Energisa (ENGI11) anunciou na noite da última quarta-feira (20) a venda de cinco ativos de transmissão para a Taesa (TAEE11) em uma operação avaliada em R$ 1,545 bilhão. O negócio envolve participações integrais em empresas de transmissão localizadas nos estados do Tocantins, Pará e Goiás.

Segundo o fato relevante, a transação contempla a venda de 100% do capital social da Energisa Tocantins Transmissora de Energia I (ETT), Energisa Tocantins Transmissora de Energia II (ETT II), Energisa Pará Transmissora de Energia I (EPA I), Energisa Pará Transmissora de Energia II (EPA II) e Energisa Goiás Transmissora de Energia I (EGO I).

O valor considera um enterprise value de R$ 2,293 bilhões, com data-base no fim de 2025. Descontada a dívida líquida dos ativos, estimada em R$ 748 milhões, o valor final da operação ficou em R$ 1,545 bilhão.

Na bolsa, os papéis das companhias operam em leve queda na manhã desta quinta-feira (21), acompanhando o movimento negativo do Ibovespa. Por volta das 10h25, as ações da Taesa (TAEE11) recuavam 0,29%, cotados a R$ 38,45, enquanto as units da Energisa (ENGI11) caíam 0,70%, a R$ 48,35.

Energisa (ENGI11) vende ativos e Taesa (TAEE11) amplia operação

De acordo com a Energisa, a venda está alinhada à estratégia de otimização da estrutura de capital e reciclagem de investimentos. Mesmo após a conclusão da operação, a companhia afirmou que seguirá com presença relevante no segmento de transmissão, mantendo uma plataforma com Receita Anual Permitida (RAP) de R$ 777 milhões, considerando ativos operacionais e projetos em construção.

Já a Taesa destacou que os ativos adquiridos adicionam cerca de R$ 291 milhões em RAP no ciclo tarifário 2025-2026, além de um prazo médio remanescente de concessão de aproximadamente 22 anos.

O pacote negociado inclui ainda 1.305 quilômetros de linhas de transmissão, 12 subestações e 4.494 MVA de potência de transformação. Segundo a Taesa (TAEE11), a aquisição elevará a capacidade de transformação da empresa em aproximadamente 33%, alcançando cerca de 18 mil MVA após a conclusão da transação.

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