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EMS quer rival do Ozempic nas farmácias em 30 dias após aval da Anvisa

EMS acelera lançamento do Ozivy após aprovação da Anvisa para disputar mercado da semaglutida.

EMS acelera lançamento do Ozivy após aprovação da Anvisa para disputar mercado da semaglutida.

Após obter o registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para o medicamento Ozivy, a farmacêutica EMS quer centrar seus esforços na produção desse remédio, visando colocá-lo no mercado em 30 dias.

Segundo o vice-presidente da companhia, Marcus Sanchez, a semaglutida é um produto de alta demanda e com forte procura reprimida no País, o que abre espaço para a entrada de novos competidores. “A gente entende que a semaglutida é um produto extremamente desejado, com uma demanda muito grande”, afirmou. Nesse contexto, a EMS pretende se posicionar como uma alternativa para médicos e pacientes, ampliando o acesso ao tratamento.

Embora o preço ainda não esteja definido, a empresa afirma que trabalhará com foco em acessibilidade. A estratégia inclui oferecer condições mais vantajosas no início do tratamento e um valor final competitivo em relação aos produtos já disponíveis no mercado. “Ainda não temos o preço fechado, mas entendemos que conseguiremos gerar acesso”, disse Sanchez.

A farmacêutica também mira a demanda atualmente atendida por canais informais. De acordo com o executivo, parte do consumo hoje ocorre por meio de produtos vindos do exterior ou de formulações não regularizadas, cenário que tende a mudar com a ampliação da oferta oficial. “Estamos focados em atender à demanda reprimida do mercado. Hoje, parte dessa demanda é suprida por mercado paralelo”, afirmou.

Para garantir o abastecimento, a EMS destaca que conta com capacidade produtiva relevante. São duas linhas de produção, com potencial de até 40 milhões de canetas por ano. A empresa, no entanto, reconhece que o comportamento da demanda ainda é incerto e diz trabalhar para evitar eventuais faltas. “Esperamos ter capacidade produtiva suficiente para atender ao mercado e estamos trabalhando para que não ocorra desabastecimento”, disse Sanchez.

No lançamento, a companhia prevê colocar 350 mil unidades no mercado, com distribuição mais pulverizada entre redes farmacêuticas. A expectativa é comercializar mais de 1 milhão de canetas no período de um ano, com faturamento superior a R$ 500 milhões. “Podemos surpreender positivamente, a depender da demanda”, afirmou o executivo.

O lançamento do produto marca um avanço da EMS em sua plataforma de peptídeos, desenvolvida ao longo da última década com investimentos superiores a R$ 1,2 bilhão. A companhia aposta que a entrada no mercado de semaglutida deve reforçar seu posicionamento como uma empresa capaz de combinar inovação com escala e ampliação de acesso a medicamentos.

Com Estadão Conteúdo

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