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Embraer (EMBJ3) decola na Bolsa com três motores no radar; entenda a alta

Embraer (EMBJ3)

Embraer (EMBJ3): (Foto: Divulgação)

As ações da Embraer (EMBJ3) subiram forte nesta segunda-feira (15), em meio a uma combinação de notícias positivas envolvendo a divisão de defesa, a expansão internacional e a melhora operacional dos jatos E2. Por volta de 13h43, os papéis avançavam 6,75%, cotados a R$ 77,77, segundo dados do mercado.

O movimento foi impulsionado por três pontos principais: a aprovação parlamentar grega para a compra de aeronaves C-390, a possibilidade de a Embraer instalar uma unidade de produção militar na Índia caso vença uma licitação local e a sinalização de que os problemas crônicos dos motores dos jatos E2 foram praticamente resolvidos.

Grécia e Índia reforçam tese de defesa

O primeiro gatilho veio da Grécia. Um comitê do Parlamento grego aprovou a compra de três aeronaves C-390 Millennium dentro de um pacote de defesa estimado entre € 1 bilhão e € 1,2 bilhão. A operação ainda depende de aprovação final do conselho de defesa grego, mas reforça a tração internacional do cargueiro militar da Embraer.

Na Índia, a companhia também ganhou destaque. A Embraer planeja instalar uma unidade de produção do KC-390 no país caso vença a disputa da Força Aérea Indiana para aeronaves de transporte médio. A fabricante brasileira já tem parceria com o Mahindra Group para produção local e serviços de manutenção, revisão e reparo.

Para o investidor, o ponto central é que a divisão de defesa segue acumulando potenciais catalisadores fora do Brasil. Novos contratos poderiam reforçar o backlog da companhia e ampliar a presença do C-390 em mercados estratégicos.

E2 também ajuda a sustentar o otimismo

O terceiro fator vem da aviação comercial. A Embraer informou recentemente que a carteira de pedidos da divisão comercial supera US$ 15 bilhões e que os principais problemas relacionados aos motores Pratt & Whitney dos jatos E2 foram praticamente solucionados.

A melhora operacional é relevante porque reduz incertezas sobre entregas, confiabilidade da frota e capacidade da companhia de capturar novos pedidos em um momento em que Boeing e Airbus seguem com filas longas de produção.

Ainda assim, o mercado deve acompanhar a confirmação dos próximos passos. Entre os pontos de atenção estão a aprovação final do contrato grego, o andamento da licitação na Índia e a evolução das entregas comerciais e militares ao longo do segundo semestre.

Com a alta desta segunda-feira, a Embraer volta a ganhar prêmio na Bolsa, mas a sustentação do movimento dependerá da conversão desses catalisadores em contratos, entregas e melhora de resultados nos próximos trimestres.

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