Quando a Bolsa fica seletiva, o investidor volta a procurar empresas que pagam para esperar. Em julho, as carteiras de dividendos de Andbank, Santander, BTG, BB Investimentos e XP mostram um recado claro: bancos, elétricas, seguradoras, Petrobras e Vale seguem como os nomes mais repetidos para quem busca renda na Bolsa.
Dividendos: quais ações mais apareceram?
No cruzamento das carteiras analisadas, os nomes mais recorrentes foram:
- Allos (ALOS3)
- Bradesco (BBDC4)
- Itaú Unibanco (ITUB4)
- Petrobras (PETR3/PETR4)
- Vale (VALE3)
- Copel (CPLE3)
- Itaúsa (ITSA4)
- Cury (CURY3)
- Caixa Seguridade (CXSE3)
- Tim (TIMS3)
Allos (ALOS3), Bradesco (BBDC4), Itaú Unibanco (ITUB4), Petrobras (PETR3/PETR4) e Vale (VALE3) apareceram em quatro das cinco carteiras analisadas, sinalizando uma preferência por empresas líquidas, conhecidas e com potencial de retorno ao acionista.
O que cada casa recomenda
Na carteira do Andbank, a seleção tem dez ativos com peso igual de 10%, incluindo BB Seguridade (BBSE3), Bradesco (BBDC4), Cemig (CMIG4), CPFL Energia (CPFE3), Copel (CPLE3), Itaú Unibanco (ITUB4), Itaúsa (ITSA4), Porto Seguro (PSSA3), Telefônica Brasil (VIVT3) e Vale (VALE3). A carteira indica dividend yield médio de 8,47% para 2026, com destaque para Copel (CPLE3), com 11,3%, e BB Seguridade (BBSE3), com 10,8%.
O Santander manteve Allos (ALOS3), Axia Energia (AXIA3), BTG Pactual (BPAC11), Copel (CPLE3), Cury (CURY3), Itaú Unibanco (ITUB4), Petrobras (PETR3), Telefônica Brasil (VIVT3), Vale (VALE3) e Vibra Energia (VBBR3). Segundo o relatório, a carteira é voltada para quem tem visão de longo prazo e busca empresas “pouco voláteis, com baixo endividamento e que oferecem dividendos como forma de remuneração ao acionista”.
No BTG, saíram Motiva (MOTV3) e Equatorial (EQTL3), enquanto Ambev (ABEV3) e Tim (TIMS3) entraram. A casa afirma que a carteira busca empresas de “alta qualidade, com resiliência de entrega de resultados e geração de caixa”.
O BB Investimentos manteve sua carteira trimestral, com Allos (ALOS3), Ambev (ABEV3), Bradesco (BBDC4), Bradespar (BRAP4), Caixa Seguridade (CXSE3), Direcional (DIRR3), Itaúsa (ITSA4), Petrobras (PETR4), Taesa (TAEE11) e Tim (TIMS3). O dividend yield médio esperado é de 9,1%.
Já a XP aumentou o peso de Itaúsa (ITSA4) e Petrobras (PETR4) para 15%, citando “dividend yield atrativo e melhora nas expectativas de analistas”. A carteira Top Dividendos Plus acumula retorno de 170,3% desde março de 2022, contra 43,4% do Ibovespa.
No fim, o mapa dos dividendos de julho mostra menos dispersão e mais consenso: bancos, seguros, energia e commodities seguem dominando as carteiras, enquanto Petrobras (PETR3/PETR4), Itaú Unibanco (ITUB4), Bradesco (BBDC4), Allos (ALOS3) e Vale (VALE3) formam o bloco mais repetido entre as casas.
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