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CSN (CSNA3): após batalha judicial, primos terão participação direta na companhia

CSN (CSNA3): Após batalha judicial, primos de Benjamin Steinbruch terão participação direta

Benjamin Steinbruch, presidente e acionista da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN). Foto: Reprodução

Quase cinco anos após o início da batalha judicial, os primos de Benjamin Steinbruch, Léo e Clarice Steinbruch, terão participação direta na CSN (CSNA3). Com o novo desenho societário, os irmãos passam a deter 10,25% das ações por meio da CFL Participações.

Ainda pendente de aprovação pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), o desenho societário terá uma nova configuração. A CFL, que dispõe de 40% das ações com direito a voto da Vicunha Steel, passará a ter 10,25% de participação direta na CSN. Enquanto isso, a holding Rio Purus, dos irmãos Benjamin, Ricardo e Elisabeth Steinbruch, deterá 40,99% na siderúrgica.

“Assim, com o fim das disputas entre Rio Purus e CFL e o acordo de acionistas, a signatária prevê que não haverá mais controvérsia sobre o exercício do controle”, pontuou o fato relevante enviado pela CSN. 

Ainda segundo o documento, estabeleceu-se um bloqueio de nove meses para a venda das ações da CSN dos primos Léo e Clarice. Além disso, ambas as partes reforçaram o compromisso em aprovar as contas deste ano, bem como os dividendos que serão distribuídos aos demais acionistas. 

Batalha judicial em família

Na década de 1960, a família Steinbruch, por meio dos irmãos Mendel e Eliezer, criou o conglomerado que, entre outros negócios, inclui a CSN e a Vicunha. No entanto, foi após a morte do segundo, pai de Benjamin, Ricardo e Elisabeth, em 2008, que os embates familiares tiveram início. 

Isso porque, quando Mendel faleceu, em 1994, a família Steinbruch acordou que, mesmo com fatias societárias diferentes, os herdeiros teriam o mesmo peso nas decisões. Apesar disso, segundo Léo e Clarice, essa não era a realidade, visto que Benjamin teria centralizado as decisões da siderúrgica por contar com maior participação acionária.

Desta forma, a CFL Participações buscava encerrar o acordo de acionistas da holding da família Vicunha Steel, firmado há 30 anos. Com isso, Benjamin e seus irmãos deixariam de concentrar 50,3% das ações com direito a voto na CSN.

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