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China nega veto a capital dos EUA e acelera plano de IA

China negou barreiras ao capital americano e reforçou planos de expansão da inteligência artificial.

China negou barreiras ao capital americano e reforçou planos de expansão da inteligência artificial. Foto: Unsplash

A Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma da China (NDRC, na sigla em inglês) negou nesta sexta-feira, 22, rumores de que Pequim teria orientado empresas chinesas de tecnologia a rejeitar investimentos americanos, em meio ao ambiente de tensões entre China e Estados Unidos nas áreas de tecnologia e segurança nacional.

Durante coletiva de imprensa, a porta-voz da NDRC, Li Chao, afirmou que “a abertura ao exterior é uma política básica da China” e declarou que o governo “nunca exigiu que empresas chinesas de tecnologia deixassem de aceitar investimento estrangeiro”.

Ao mesmo tempo, a dirigente ressaltou que o capital externo deve obedecer às leis chinesas e “não pode prejudicar a segurança nacional e os interesses” do país. “A porta da abertura da China só ficará cada vez mais aberta”, disse Li, acrescentando que Pequim continuará implementando medidas para melhorar o ambiente de negócios e atrair investimento estrangeiro.

Na mesma coletiva, a NDRC informou ainda que prepara novos documentos para acelerar a implementação da estratégia “Inteligência Artificial+”, voltada à integração de IA em diferentes setores da economia chinesa. Segundo Li, o governo pretende ampliar o suporte em áreas como capacidade computacional, dados e infraestrutura, além de incentivar empresas estatais e governos locais a abrir “cenários de aplicação de alto valor” para ferramentas de IA.

O dirigente afirmou que a China já publicou políticas para mais de dez setores ligados ao programa “IA+”, incluindo manufatura, saúde e energia, e que o país trabalha simultaneamente em medidas de regulação e governança da tecnologia.

“Atualmente estamos conduzindo estudos para legislação sobre IA”, disse Li, acrescentando que o objetivo é garantir um desenvolvimento “benéfico, seguro e ordenado” da tecnologia.

Com Estadão Conteúdo

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