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CCR (CCRO3) reporta lucro de R$ 501 milhões no 3º tri, alta de 44,8% em base anual

CCR (CCRO3). Foto: Divulgação

CCR (CCRO3). Foto: Divulgação

A CCR (CCRO3) reportou um lucro líquido ajustado de R$ 501,6 milhões no terceiro trimestre de 2023, uma alta de 44,8% na comparação com o mesmo período de 2022.

Excluindo os eventos não recorrentes, o lucro líquido da CCR totalizou R$ 251 milhões no trimestre, uma queda de 58,5% na comparação anual.

Entre as principais explicações do grupo para a variação do resultado, estão operações de hedge que refletem o valor dos financiamentos captados pela Via Mobiidade, além das provisões de manutenção e de obrigações que sofreram reajustes do poder concedente em função da assinatura do acordo definitivo na AutoBAn e SPVias. Houve ainda a revisão que alterou o marco contratual para a construção da 2ª Pista de Pouso e Decolagem na BH Airport, em novembro de 2022.

A receita liquida da CCR aumentou 7,6% em um ano, totalizando R$ 3,415 bilhões no terceiro trimestre.

O Ebitda da CCR (lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) teve um encolhimento de 29,5% no mesmo período, somando R$ 1,66 bilhão no trimestre finalizado em setembro.

Destaques da CCR

Entre os principais destaques operacionais da CCR, o tráfego de veículos equivalentes apresentou crescimento de 4,2% no trimestre, assim como o número de passageiros embarcados nos aeroportos avançou 11,1% no período e o número de passageiros transportados nos negócios de mobilidade apresentou crescimento de 7,4% em um ano.

Em 15 de setembro, a CCR divulgou que o poder concedente reconheceu o desequilíbrio econômico-financeiro, em favor da Via Mobilidade – Linhas 5 e 17, devido às perdas de receita tarifária resultante da redução de demanda na Linha 5, decorrente da pandemia da Covid-19.

Cotação CCRO3

Gráfico gerado em: 31/10/2023
1 Ano

A modalidade do recebimento deste reequilíbrio ainda será estabelecida e comunicada ao mercado em momento oportuno.

No dia 25 de outubro, a CCR comunicou aos seus acionistas que, em 30 de novembro de 2023, iniciará o pagamento dos dividendos, no valor de, aproximadamente, R$ 0,16 por ação ordinária.

Rodovias da CCR

No 3º trimestre, o tráfego consolidado da CCR cresceu 4,2%. O bom desempenho observado também foi devido ao início da cobrança dos eixos suspensos em veículos na RioSP, ViaSul e da ViaCosteira representando 5,0%, 4,4% e 5,1%, respectivamente, do total de eixos equivalentes comerciais.

O tráfego dos veículos comerciais apresentou crescimento de 3,4% no período, destaque positivo para as concessões que são rotas de escoamento agrícola a portos, tais como AutoBAn, SPVias e MSVia, favorecidas pelo forte fluxo de exportação observado neste ano.

Já o tráfego de veículos de passeio cresceu 5,2% no período, patamar acima do observado no período pré-pandemia, o que representa nível recorde de movimentação nas concessionárias da Companhia.

Mobilidade urbana

Os ativos da mobilidade urbana apresentaram crescimento de demanda de 7,4% em relação ao mesmo período do ano anterior, reflexo da retomada das atividades presenciais.

O destaque foi a ViaQuatro, que atende áreas de maior circulação de pessoas, tipicamente serviços e comércio, que cresceu 9,4%.

Em Barcas, houve crescimento de 21,3% no período. Esse resultado é reflexo da retomada econômica na região central do Rio de Janeiro, da regularização dos horários de atendimento nas linhas, iniciado em julho de 2022, e ainda pelo aumento dos congestionamentos de automóveis, que aumentou a atratividade da travessia através da rota Rio-Niterói.

O aumento da receita de mobilidade é explicado em parte pelo impacto do ativo financeiro, que apresentou crescimento de 91% no período, o que reflete o aumento de 1,93 p.p. e de 0,95 p.p. do IPCA e IGP-M, respectivamente, calculados sobre o saldo a receber do ativo financeiro.

Aeroportos

O modal aeroportuário da CCR apresentou crescimento de 11,1% em relação ao mesmo período do ano anterior, com destaques para as concessionárias Aeris e Quiport, com a consolidação das rotas internacionais e a retomada da demanda doméstica, em função da maior ocupação das aeronaves e maiores frequências de voos, além da maior ocupação nos voos em Curaçao.

Nos aeroportos locais, o tráfego internacional teve boa performance, principalmente com a BHAirport, que teve aumento na oferta de voos da Copa, TAP e Avianca, além do início das operações internacionais da Azul.

O Bloco Sul foi positivamente impactado devido a novas operações, com destaque para os novos voos para Santiago, e também em função do aumento da oferta de assentos e voos nas rotas já existentes.

Os ativos internacionais apresentaram boa performance, e atingiram patamares significativamente superiores àqueles do mesmo período pré-pandemia, em 2019. Os efeitos da pandemia seguem perceptíveis em aeroportos da CCR que possuem fluxo de passageiros de voos corporativos, ainda que em menores proporções, quando comparados com o mesmo período do ano anterior.

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