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Carlos Ghosn: França vai investigar casamento em Versalhes

Nissan

Tribunal estende prisão de Ghosn até o dia 22 de abril

O casamento do executivo brasileiro Carlos Ghosn, no Palácio de Versalhes, em outubro de 2016, será investigado pela promotoria de Nanterre, na França, de acordo com o “Agence France-Presse”, nesta terça-feira (12).

Carlos Ghosn, que é ex-presidente-executivo da Renault, alugou o palácio e o Grande Trianon para organizar a cerimônia. Dessa forma, em troca, foi assinado um contrato entre a montadora francesa e a instituição pública que administra o prédio histórico. O custo foi avaliado em 50 mil euros, cerca de R$ 210 mil.

A investigação está nas mãos do escritório francês contra a corrupção e as infrações financeiras e fiscais (Oclciff). Tudo começou após a Renault apontar os fatos, em fevereiro deste ano.

De acordo com a defesa da Ghosn, o ex-presidente da companhia “pagou todos os gastos de seu casamento”, mesmo que tenha admitido que “a sala de Versalhes foi posta à disposição sem faturamento”.

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Acusações

Ghosn é acusado de fraude e de uso indevido de recursos do grupo Renault-Nissan. O executivo, de 64 anos, está preso desde 19 de novembro, em Tóquio.

O ex-presidente do grupo é acusado de ter omitido em suas declarações de renda às autoridades da Bolsa de Valores nipônica. Ele teria escondido quase R$ 167 milhões entre 2010 e 2015.

Seu braço direito, Greg Kelly, também foi acusado de ter ajudado a ocultar valores.

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Ghosn também é suspeito de ter repetido a fraude, entre 2015 e 2018, totalizando 4 bilhões de ienes (cerca de US$ 35 milhões). Esse ponto havia provocado uma primeira prorrogação do período de detenção.

Além das acusações de não ter declarado sua renda real, a Nissan afirma que seu ex-presidente utilizou ilicitamente residências de luxo espalhadas em vários países do mundo pagas pela empresa.

Ghosn teria até organizado uma viagem no Rio de Janeiro durante o Carnaval paga pelas empresas. O executivo e sua esposa convidaram oito casais de amigos para passar a festa na capital fluminense em 2018. No total, a viagem custou US$ 260 mil (cerca de R$ 977,6 mil) e teria sido paga pelo grupo Renault-Nissan.

A Nissan também é investigada como pessoa jurídica. A Promotoria suspeita da responsabilidade da empresa, que forneceu os relatórios falsos às autoridades da Bolsa de Valores.

Pagamento de fiança e liberdade

Na última quarta-feira (6), o ex-presidente da aliança Renault-Nissan-Mitsubishi, saiu da prisão em Tóquio. O brasileiro pagou uma fiança de 1 bilhão de ienes, equivalente a cerca de R$ 33,8 milhões.

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Antes de estabelecer a liberdade sob fiança para libertar Carlos Ghosn, o Tribunal de Tóquio rejeitou outros dois pedidos de liberdade feitos pela defesa do executivo.

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