BTLG11 encerrou 2025 com retorno total de 20,3%, conforme relatório mensal do BTG Pactual Logística FII com dados consolidados até janeiro de 2026. No mesmo período, o IFIX avançou 21,1%, evidenciando um cenário competitivo para os investidores de tijolo e papel. O desempenho do fundo ocorreu sob juros elevados ao longo do ano, contexto em que os fundos imobiliários apresentaram momentos de recuperação seletiva.
Apesar da pressão das taxas, a gestão manteve disciplina na alocação e foco em ativos de qualidade. Essa combinação contribuiu para sustentar o fluxo de caixa, preservar contratos e mitigar vacância, reforçando a resiliência operacional do portfólio. Além disso, o acompanhamento do mercado e a rolagem de contratos foram determinantes para capturar oportunidades.
A liquidez das cotas no mercado secundário cresceu de forma relevante. Em dezembro de 2025, o volume médio diário atingiu R$ 21,4 milhões, um patamar compatível com os principais nomes do segmento. Segundo a administração, o incremento esteve ligado à entrada do papel em rebalanceamentos de índices internacionais, o que ampliou a base de investidores e a visibilidade do ativo.
Esse ganho de exposição é positivo para a formação de preço e a redução de prêmios de risco, especialmente em ciclos de reprecificação. A presença em índices também tende a estimular a participação de institucionais e a aumentar a profundidade do book. Como efeito secundário, a volatilidade de curto prazo pode subir, mas o spread de negociação normalmente melhora.
Em janeiro, a gestão concluiu o arrendamento de um módulo de cerca de 4 mil m² no BTLG Cabreúva, para uma empresa do setor de embalagens, em contrato de cinco anos. Com a locação, a vacância financeira consolidada recuou para 2,9%, patamar saudável para o segmento logístico e alinhado ao histórico do fundo.
O portfólio soma 34 propriedades e aproximadamente 1,4 milhão de m² de ABL, com cerca de 92% dos ativos em São Paulo, principal hub logístico do país. Essa concentração geográfica favorece a demanda por galpões, reduz o risco de reposição e encurta prazos de comercialização, sustentando a geração de renda.
A administração reiterou a estratégia centrada em renda recorrente e na captura de ganho de capital via projetos logísticos. Entre os destaques do fechamento do exercício de 2025, o relatório traz dados de resultado e de distribuição de proventos previamente divulgados pelos canais oficiais, reforçando a transparência com o mercado e a execução consistente do plano.
