O BRCO11 reportou lucro de R$ 17,12 milhões em abril, sustentado por receita total de R$ 21,695 milhões e custos operacionais de R$ 4,756 milhões. A gestão manteve disciplina nas despesas e reforçou a geração de caixa, assegurando distribuição consistente aos cotistas. O fundo também preservou lucro acumulado não distribuído, reforçando folga para pagamentos futuros e estabilidade no fluxo de proventos.
No topo da receita, a linha imobiliária do fundo imobiliário BRCO11 recebeu adicional de R$ 500 mil, referente ao aluguel variável do Hotel Ramada Viracopos. O incremento ajuda a compensar efeitos temporários de vacância e sustenta o yield, enquanto a carteira permanece em fase de realocação e otimização contratual. O fundo segue com foco em contratos de qualidade e escalabilidade.
Dividend yield anualizado de 9,7%
Do lado dos gastos, as taxas de comercialização refletiram comissões pelas locações realizadas nos empreendimentos Bresco Simões Filho e Bresco Itupeva. Essas despesas são típicas em ciclos de leasing e tendem a se diluir ao longo do tempo, à medida que os contratos amadurecem. A gestão indica continuidade na busca por ocupação qualificada.
As despesas de imóveis foram impactadas pela desocupação de Bresco Embu, Bresco Canoas e Bresco Resende, além do desembolso de R$ 500 mil de IPTU do Bresco Viracopos. Esses itens pressionaram o OPEX no mês, porém fazem parte do processo de reposicionamento dos ativos. Já os encargos financeiros vieram dos juros de financiamentos associados a Bresco Viracopos e Bresco Simões Filho.
O FII distribuiu R$ 0,95 por cota, com dividend yield anualizado de 9,7% sobre o preço de referência. Além disso, o fundo manteve lucro líquido acumulado não distribuído de R$ 35,2 milhões (R$ 1,95 por cota), oferecendo colchão para suavizar variações de caixa entre meses. Essa combinação favorece previsibilidade de dividendos.
Portfólio do BRCO11 e perfil operacional
A carteira do FII BRCO11 soma 14 ativos e 591 mil m² de ABL, com potencial de crescimento de até 15%. A receita anual estabilizada supera R$ 212 milhões, sendo 71% oriunda de imóveis last mile. Cerca de 23% da ABL está até 25 km da capital paulista, reforçando a vocação logística urbana.
A vacância física encerrou abril em 11,0%, com prazo médio dos contratos de 4,8 anos e 37% atípicos, o que sustenta a resiliência da receita. A gestão é ativa e o fundo detém 100% de participação em todos os ativos. Por geografia, São Paulo concentra 51% da ABL; Bahia, 14%; Minas Gerais, 12%; e Alagoas, 9%.
Em tipologia, 71% da carteira é last mile e 29% centros de distribuição. Entre as 14 propriedades do BRCO11, 13 seguem padrão A+, e 81% do portfólio total é classificado como A+, evidenciando qualidade construtiva e competitividade locativa no longo prazo.
