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Brava Energia (BRAV3) dobra aposta na Bacia de Campos e coloca US$ 450 milhões em jogo

Em um momento em que o mercado observa com lupa os movimentos de portfólio das petroleiras independentes, a Brava Energia (BRAV3) decidiu avançar. A companhia anunciou a assinatura de um contrato para adquirir uma participação relevante em ativos estratégicos na Bacia de Campos, operação que ajuda a explicar por que a empresa vem redesenhando sua estratégia de crescimento e alocação de capital.

A Brava informou ao mercado que celebrou, em 15 de janeiro de 2026, um contrato para comprar os 50% detidos pela Petronas Petróleo Brasil no campo de Tartaruga Verde e no Módulo III do campo de Espadarte. O valor total da transação é de US$ 450 milhões, conforme detalhado em fato relevante divulgado pela companhia.

O pagamento será feito em etapas. Segundo o documento, US$ 50 milhões foram desembolsados na assinatura do contrato, US$ 350 milhões serão pagos no fechamento da operação, sujeito a ajustes, e outras duas parcelas diferidas de US$ 25 milhões cada serão quitadas 12 e 24 meses após o fechamento.

Aquisição reforça estratégia e amplia exposição a ativos maduros

A conclusão da transação ainda depende do cumprimento de condições precedentes usuais, como aprovações do Cade e da ANP, além da manifestação sobre o direito de preferência do atual operador. Caso todas as etapas sejam cumpridas, a expectativa da Brava é que o fechamento ocorra ao longo de 2026.

No fato relevante, a companhia destaca que a aquisição está alinhada à sua estratégia de revisão contínua de portfólio, com foco em retorno ajustado ao risco, diversificação de ativos e eficiência na alocação de capital. “A transação está alinhada à estratégia de revisão contínua do portfólio da Brava e ao compromisso em buscar retorno ajustado a riscos, diversificação de ativos e eficiência na alocação de capital”, afirma a empresa no documento oficial.

Os ativos adquiridos estão localizados na porção sul da Bacia de Campos, em lâminas d’água entre aproximadamente 700 e 1.620 metros, com reservatórios a cerca de 3.000 metros de profundidade. Atualmente, Tartaruga Verde e o Módulo III de Espadarte são operados pela Petrobras, que mantém os outros 50% de participação, por meio do FPSO Cidade de Campos dos Goytacazes, em operação desde 2018.

A unidade conta com 14 poços produtores e, em 2025, registrou produção média de aproximadamente 55,6 mil barris de óleo equivalente por dia, considerando 100% do ativo. As concessões têm vigência até 2039, o que garante horizonte longo de geração de caixa para a Brava Energia (BRAV3)

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