O fundo imobiliário BMLC11 ingressou com ação de despejo contra a Organic Life após sucessivos atrasos no pagamento de aluguéis, taxas condominiais, IPTU e da multa prevista em contrato. Em decisão recente, a Justiça concedeu liminar favorável ao pedido e determinou a notificação da locatária para desocupação do imóvel pertencente ao fundo imobiliário BMLC11.
O mandado de citação foi cumprido, iniciando o prazo legal de 15 dias para que a empresa deixe a unidade de forma voluntária. A gestão do fundo informa que segue acompanhando o caso e adotando medidas jurídicas para acelerar a desocupação e mitigar impactos operacionais.
A área afetada representa cerca de 2% da ABL total do portfólio, o que limita o risco de concentração. Os atrasos abrangem as mensalidades de novembro de 2025 a março de 2026. Após a execução da caução locatícia, o FII BMLC11 estima um prejuízo líquido de R$ 0,03 por cota, refletindo parte do efeito já absorvido.
Débitos adicionais, como condomínio e IPTU, permanecem em aberto e ampliam o impacto financeiro do caso. Somando as pendências, o valor atinge R$ 0,06 por cota, com reflexos diretos nas distribuições de dividendos acumuladas no exercício de 2026. A multa contratual por descumprimento, equivalente a R$ 0,05 por cota, também não foi paga, elevando o montante a ser cobrado.
Cobrança integral será mantida pela administração do fundo BMLC11, que reforça a intenção de buscar o ressarcimento completo de multas e encargos, incluindo penalidades por quebra de obrigações contratuais. Caso haja recuperação de valores, os recursos serão distribuídos aos cotistas conforme a política do regulamento do fundo.
Apesar do episódio, o fundo imobiliário BMLC11 acumula valorização de 11,73% nos últimos 12 meses, de acordo com o Status Invest, com dividendos de R$ 8,44 por cota no período. Considerando a cotação de R$ 101,04, o dividend yield alcança 8,35%, indicador que sugere resiliência operacional mesmo diante do evento de inadimplência.
H2: Despejo do BMLC11 e impacto nas distribuições
