O BB (BBAS3) entrou em uma nova rodada de cautela no setor bancário. O Citi reduziu os preços-alvo de grandes nomes do segmento, incluindo Banco do Brasil, Bradesco (BBDC4), Itaú (ITUB4), Santander (SANB11) e BTG Pactual (BPAC11), em meio à piora do cenário macroeconômico e ao aumento das preocupações com qualidade de crédito.
Segundo informações publicadas pelo Money Times, o banco americano avalia que a queda recente das ações do setor já reflete parte desse ambiente mais difícil, marcado por juros elevados por mais tempo, maior pressão sobre inadimplência e aumento das despesas com provisões.
Quais bancos o Citi prefere agora?
Apesar do corte nos preços-alvo, o Citi manteve recomendação de compra para Bradesco (BBDC4), Itaú (ITUB4), BTG Pactual (BPAC11), BR Partners, Agibank e Banco ABC. Já Banco do Brasil (BBAS3) e Santander (SANB11) ficaram com recomendação neutra.
Entre os nomes preferidos, o Citi destaca Itaú e BTG Pactual. Na avaliação da instituição, os dois bancos têm melhores condições de atravessar um cenário econômico mais pressionado, apoiados por execução consistente e maior capacidade de preservar resultados.
Os novos preços-alvo indicam potencial de valorização diferente entre os papéis. Para o Bradesco, o Citi reduziu o preço-alvo para R$ 20, contra R$ 24 anteriormente. No Itaú, a projeção passou de R$ 54 para R$ 50. Para o Santander, caiu de R$ 36 para R$ 28, enquanto o Banco do Brasil teve corte de R$ 25 para R$ 21.
No caso do BTG Pactual, o preço-alvo foi reduzido de R$ 74 para R$ 70, ainda com recomendação de compra. O Citi também vê compra para BR Partners, com preço-alvo de R$ 20, Agibank, com alvo de US$ 16, e Banco ABC, com preço-alvo de R$ 28.
O alerta central está na qualidade dos ativos. Segundo o Citi, há aumento de ativos problemáticos e de despesas com provisões no sistema bancário, com pressão mais evidente em pessoas físicas. Entre os segmentos que mais preocupam estão financiamento de veículos, cartão de crédito e empréstimos não consignados.
A instituição também avalia que os juros altos podem restringir o crescimento do crédito e limitar novas revisões positivas de lucro. No caso do BB, a recomendação neutra indica uma visão mais cautelosa para o papel, mesmo após o corte do preço-alvo.
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