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Assaí (ASAI3) recua mais de 6% após queda no lucro do 1T26; veja detalhes

Assaí (ASAI3)

Foto: Divulgação

As ações do Assaí (ASAI3) estão derretendo nesta terça-feira (28), após a divulgação dos resultados do primeiro trimestre de 2026 da companhia. Por volta das 14h, os papéis caem 6,47%, a R$ 8,96. 

A forte variação negativa das ações da varejista acontece após uma queda de 46,7% no lucro líquido da empresa nos três primeiros meses de 2026, para R$ 86 milhões. Segundo o Assaí, o resultado foi impactado por efeitos relacionados a créditos tributários de PIS/Cofins. 

Por outro lado, o lucro líquido recorrente da companhia, que desconsidera itens não recorrentes, subiu 7% na comparação anual, para R$ 174 milhões. 

A receita líquida da empresa ficou em R$ 18,6 bilhões no primeiro trimestre, com um avanço de 0,5% ante o ano anterior. 

Vendas fracas e pressão financeira explicam reação negativa

Apesar dos números próximos do esperado pelo mercado, o desempenho operacional mais fraco e a pressão do resultado financeiro pesaram na leitura do mercado sobre os resultados do Assaí. As vendas em mesmas lojas recuaram 0,9% no período.

A companhia atribuiu parte desse desempenho à deflação em itens básicos, como alimentos, o que reduz o valor médio das compras, além do elevado nível de endividamento das famílias, que limita o consumo.

Ainda assim, o EBITDA (lucro antes de juros, impostos, amortização e depreciação) ajustado somou R$ 1 bilhão no trimestre, leve alta de 0,3% na comparação anual, com margem de 5,5%, estável em relação ao mesmo período de 2025. A margem bruta, por sua vez, avançou 0,3 ponto porcentual, para 16,7%.

O resultado financeiro líquido foi negativo em R$ 564 milhões no trimestre, pressionado pelo nível elevado dos juros. Ao fim de março, a dívida líquida da companhia somava R$ 11,5 bilhões.

Apesar disso, a alavancagem do Assaí (ASAI3) recuou para 2,52 vezes, ante 3,15 vezes um ano antes, atingindo o menor patamar desde o fim de 2021, o que indica um ponto positivo, mas ainda insuficiente para compensar o cenário de crescimento mais fraco e custos financeiros elevados no curto prazo.

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