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Analistas veem WEG (WEGE3) no caminho da IA e projetam alta de quase 40%

Weg (WEGE3) mira demanda por energia ligada à IA.

Weg (WEGE3) mira demanda por energia ligada à IA.

A corrida da inteligência artificial não passa só por chips e servidores. Antes de ligar os data centers, é preciso energia, rede e transformadores. É nesse ponto que a WEG (WEGE3) aparece no radar dos analistas, que mantiveram recomendação de compra para a ação e preço-alvo de R$ 65, com potencial de retorno total de 39,9%.

WEG (WEGE3) pode surfar gargalo global

O relatório, assinado por Lucas Marquiori, Fernanda Recchia e Samuel Alkmim, aponta que a demanda por equipamentos de rede segue “excepcionalmente forte”, com impulso de renováveis, substituição de ativos antigos de transmissão e, principalmente, data centers ligados a big techs e inteligência artificial.

Segundo os analistas, transformadores continuam entre os gargalos mais claros do setor. Em alguns equipamentos de maior capacidade, os prazos de entrega cotados chegam a 3 a 5 anos, enquanto parte da capacidade da indústria já estaria vendida até 2032.

IA, energia e capacidade limitada

A avaliação é que a WEG está entre as companhias mais bem posicionadas para capturar esse ciclo, especialmente porque a capacidade adicionada nos últimos três anos começa a entrar em operação. Mesmo com expectativa de um segundo trimestre mais fraco, os analistas esperam retomada do crescimento no segundo semestre de 2026 e continuidade nos próximos anos.

O relatório também destaca que transformadores de grande porte têm menos concorrência, maior complexidade técnica e margens melhores do que equipamentos de distribuição, segmento com barreiras de entrada menores e competição mais intensa por preço.

Na visão dos analistas, a indústria já passou por uma primeira onda de anúncios de expansão, com nomes como WEG, Siemens Energy, Hitachi e GE Vernova. Agora, o foco deve migrar para eficiência operacional e captura de retorno sobre a nova capacidade.

Para a WEG (WEGE3), o ponto central segue sendo execução. Os analistas afirmam que, “apesar de um segundo trimestre esperado mais fraco, esperamos que o crescimento seja retomado no segundo semestre de 2026 e continue nos próximos anos”, mantendo recomendação de compra para a ação, negociada a 25 vezes o lucro estimado para 2027.

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