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Além do Ibovespa: os setores que grandes gestoras acumulam enquanto o mercado mira o petróleo

Ibovespa

Ibovespa. Foto: iStock

O Ibovespa fechou março de 2026 praticamente estável, com recuo de apenas 0,7%. À primeira vista, o índice parece ter resistido bem a um mês marcado por turbulências geopolíticas e volatilidade global. Mas esse número mascara uma realidade bem mais dura para a maioria dos investidores.

Dos 83 ativos que compõem o índice, apenas 24 registraram desempenho positivo. Empresas mais ligadas ao ciclo doméstico sofreram quedas expressivas, chegando a 27% em alguns casos. Quem segurou o Ibovespa foi, quase que exclusivamente, o setor de petróleo, impulsionado pelo conflito no Oriente Médio e pelo barril do Brent superando os US$ 118.

Enquanto o mercado acompanhava esse movimento tático nas commodities energéticas, gestoras profissionais como AZ Quest e Fator já direcionavam recursos para outros segmentos com fundamentos mais estruturais. As duas casas convergem em visões: em vez de apostar apenas na volatilidade do petróleo, estão acumulando em setores com previsibilidade de caixa e potencial de valorização no próximo ciclo de juros em queda.

O índice é uma média ponderada, e números estáveis podem esconder um mercado extremamente seletivo. Em março, a pressão foi forte especialmente em Varejo, Construção Civil e Bancos — setores que pesaram nos resultados de vários fundos. Essa dispersão prepara o terreno para entender onde está o valor real além da superfície do Ibovespa.

Ibovespa: petróleo foi proteção tática, não tese de longo prazo

Tanto a AZ Quest quanto a Fator usaram exposição a Petrobras (PETR4) e PetroRio (PRIO3) como defesa pontual em março — e a estratégia funcionou. A alta expressiva do petróleo, provocada pelo choque geopolítico, ajudou a mitigar perdas em outros papéis.

No entanto, as cartas das duas gestoras deixam claro que se tratou de um movimento reativo ao conflito no Oriente Médio, e não de uma alocação estrutural para os próximos meses. A AZ Quest classifica explicitamente a posição em Petrobras como “exposição tática” e “fator de defesa no período”.

A Fator, por sua vez, reconhece o cenário externo como “atípico”. O recado implícito é direto: não confunda o que segurou o índice em março com o que deve gerar valor sustentável daqui para frente.
Onde o dinheiro profissional está se posicionando.

AZ Quest e Fator convergem em três grandes frentes com perfis defensivos e de qualidade:

O catalisador que vem pela frente

Para a AZ Quest, com a Selic em trajetória de queda, os setores que hoje têm menor peso no Ibovespa — justamente aqueles onde as gestoras estão mais posicionadas — tendem a ser os maiores beneficiados no próximo ciclo.

A Fator complementa a visão ao destacar que a combinação de corte de juros e fluxo estrangeiro positivo cria ambiente favorável para empresas com valuation atrativo e geração de caixa sólida — o perfil exato dos setores em foco.

Em resumo, enquanto o petróleo cumpriu seu papel de proteção pontual em meio ao conflito no Oriente Médio, as grandes gestoras já olham para além desse movimento. Elétricas, utilities, bancos e materiais básicos surgem como as apostas convergentes para capturar valor de forma mais consistente no médio e longo prazo.

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