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Ações recomendadas: Itaú (ITUB4), Petrobras (PETR4) e BTG (BPAC11) entram no arraial da Bolsa

Ações recomendadas para junho mostram preferência por bancos, energia e commodities.

Ações recomendadas para junho mostram preferência por bancos, energia e commodities. (Foto: B3/Divulgação)

As ações recomendadas para junho de 2026 chegam em clima de festa junina, mas o arraial da Bolsa não está exatamente para quadrilha improvisada. Foram analisadas carteiras de Genial Investimentos, Santander, BTG Pactual, Ágora, BB Investimentos e Andbank, que mostram um mercado mais seletivo, com preferência por empresas de qualidade, geração de caixa e setores capazes de atravessar um cenário mais difícil. Se Santo Antônio costuma ser lembrado pelos pares, no mercado os analistas também parecem buscar combinações mais firmes entre risco, preço e resultado.

O pano de fundo é menos festivo do que o calendário. A Bolsa brasileira passou por uma correção relevante, com pressão de inflação, dúvidas sobre o ritmo de queda da Selic, saída de capital estrangeiro e ruídos políticos. Ainda assim, algumas casas enxergam a queda recente como oportunidade para reforçar nomes considerados mais sólidos.

O que guia as ações recomendadas em junho

No BTG Pactual, a principal mudança foi a volta de Itaú Unibanco (ITUB4) à carteira 10SIM, substituindo Nubank (ROXO34). A casa afirma que está “aproveitando a queda para adicionar nomes de qualidade”, com o Itaú de volta por estar mais bem posicionado para enfrentar um mercado de crédito mais desafiador. A carteira também inclui Petrobras (PETR4), Axia Energia (AXIA3), Embraer (EMBJ3), Eneva (ENEV3), Equatorial (EQTL3), Localiza (RENT3), Motiva (MOTV3), Totvs (TOTS3) e Cury (CURY3).

A leitura da Genial segue tom parecido, mas com maior cautela. A casa afirma que, para junho, “o posicionamento privilegia previsibilidade e retorno ao acionista”, com preferência por elétricas, saneamento, dividendos e bancos de boa geração de caixa. Na prática, a Genial reduziu exposição a cíclicos sensíveis a juros e nomes alavancados, enquanto incluiu papéis como Usiminas (USIM5), Vale (VALE3), Log CP (LOGG3), Brava Energia (BRAV3), São Martinho (SMTO3), Ambev (ABEV3) e Oceanpact (OPCT3) em diferentes carteiras.

Entre os setores mais presentes nas recomendações, aparecem:

• Bancos e serviços financeiros
• Energia elétrica e utilities
• Petróleo, mineração e siderurgia
• Varejo e consumo doméstico
• Construção e infraestrutura

No Santander, a troca mais relevante foi a retirada de Itaúsa (ITSA4) para entrada de BTG Pactual (BPAC11). Segundo Ricardo Peretti e Alice Corrêa, “optamos por substituir Itaúsa por BTG no segmento bancário, uma vez que o segundo está mais bem posicionado para capturar os benefícios do bull market”. A carteira manteve Embraer (EMBR3), Motiva (MOTV3), Multiplan (MULT3) e Sabesp (SBSP3).

Na Ágora, a mudança foi pontual. A casa retirou Suzano (SUZB3) e incluiu Gerdau (GGBR4), justificando a troca pela “melhora relativa do cenário para o setor de siderurgia”. A carteira Top 10 também reúne Allos (ALOS3), Axia (AXIA6), BTG Pactual (BPAC11), Copasa (CSMG3), Isa Energia (ISAE4), Itaú (ITUB4), Petrobras (PETR4), Vale (VALE3) e Vibra Energia (VBBR3).

Já o BB Investimentos fez uma rotação mais agressiva na Carteira 5+, mantendo apenas CSN (CSNA3) e incluindo Bradespar (BRAP4), C&A (CEAB3), Cury (CURY3) e Lojas Renner (LREN3). A composição ficou concentrada em varejo, imobiliário, siderurgia e mineração. A carteira acumula alta de 7,63% em 2026, contra queda de 7,22% do Ibovespa no mesmo período.

No Andbank, o foco segue em empresas com resultados recentes consistentes e perfil mais defensivo. A carteira inclui BB Seguridade (BBSE3), Bradesco (BBDC4), Cemig (CMIG4), Copel (CPLE3), CPFL (CPFE3), Itaú (ITUB4), Itaúsa (ITSA4), Porto Seguro (PSSA3), Telefônica Brasil (VIVT3) e Vale (VALE3).

Ranking das ações mais presentes nas carteiras

Ao cruzar todas as casas analisadas, os papéis mais recorrentes foram:

• Itaú (ITUB4)
• Petrobras (PETR4)
• Vale (VALE3)
• BTG Pactual (BPAC11)
• Axia Energia (AXIA3 ou AXIA6)
• Cury (CURY3)
• Embraer (EMBJ3 ou EMBR3)
• Gerdau (GGBR4)
• Motiva (MOTV3)
• Vibra Energia (VBBR3)

A recorrência desses nomes mostra que junho não trouxe uma busca generalizada por risco. Ao contrário, as carteiras indicam uma tentativa de equilibrar empresas líquidas, setores com geração de caixa e teses específicas de recuperação.

No fim, as ações recomendadas para junho mostram que o mercado segue olhando para a Bolsa com mais seletividade. O mês pode até ser de arraial, mas nas carteiras dos analistas o movimento parece menos festa e mais escolha cuidadosa de quem ainda tem fundamento para atravessar a volatilidade.

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