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Ações recomendadas para fevereiro: Itaú (ITUB4) e Vale (VALE3) lideram apostas dos analistas

Ações recomendadas para fevereiro mostram preferência por empresas sólidas e setores defensivos.

Ações recomendadas para fevereiro mostram preferência por empresas sólidas e setores defensivos.

Fevereiro começa com o mercado ainda digerindo os primeiros movimentos do ano, e as carteiras recomendadas de ações mostram que os analistas preferiram seguir por um caminho de continuidade em vez de promover grandes reviravoltas. Mesmo com o bom desempenho recente da Bolsa e a expectativa de cortes de juros à frente, a palavra de ordem entre as casas é disciplina: priorizar empresas com geração de caixa consistente, posição financeira confortável e visibilidade de resultados.

O cenário externo mais favorável aos emergentes e o fluxo para ativos de risco ajudam a sustentar o pano de fundo construtivo para a renda variável brasileira. A própria XP destaca que a Bolsa local tem se beneficiado desse movimento global, mas mantém uma leitura equilibrada, lembrando que riscos fiscais e a volatilidade típica de ano eleitoral seguem no radar. 

Bancos, energia e commodities seguem no centro das ações recomendadas

Ao cruzar as carteiras de fevereiro, fica claro que alguns setores continuam dominando as preferências. Bancos seguem como pilar das estratégias, com Itaú Unibanco (ITUB4) aparecendo como uma das principais apostas. O banco apresentou lucro recorrente de R$ 11,9 bilhões no 3T25, ROE acima de 23% e qualidade de crédito estável, reforçando a percepção de resiliência mesmo em um ambiente ainda desafiador.

Bradesco (BBDC4) também permanece nas recomendações, refletindo a leitura de recuperação gradual da rentabilidade após o ciclo de reestruturação. O banco registrou lucro ajustado de R$ 6,2 bilhões no 3T25 e segue visto como descontado frente ao seu potencial de melhora operacional.

No setor de energia, empresas como Axia Energia (AXIA6) e CPFL (CPFE3) aparecem com destaque, impulsionadas por resultados operacionais sólidos e expectativa de dividendos relevantes nos próximos anos. A leitura é que companhias do setor continuam oferecendo boa combinação entre previsibilidade de fluxo de caixa e retorno ao acionista.

Já no bloco de commodities, Vale (VALE3) segue figurando entre as principais escolhas. A mineradora apresentou receita de US$ 10,4 bilhões no 3T25, com forte geração de caixa e espaço para dividendos extraordinários, sustentando sua presença recorrente nas carteiras.

O setor de óleo e gás também segue representado por PRIO (PRIO3), que, apesar dos impactos pontuais na produção, mantém perspectiva de crescimento relevante a partir da retomada de campos e novos projetos.

Ao cruzar todas as carteiras recomendadas para fevereiro, algumas ações se destacaram pela repetição entre diferentes casas, indicando maior consenso entre os analistas. O ranking das mais presentes ficou assim:

Essas recomendações aparecem de forma recorrente nas carteiras da AndbankBTG PactualGenial InvestimentosSantander Brasil e XP Investimentos, mostrando um alinhamento relevante entre instituições diferentes quanto às empresas vistas como mais preparadas para atravessar o início do ano.

Continuidade marca o início do segundo mês do ano

O desenho das carteiras deixa claro que fevereiro não foi tratado como momento de ruptura. A repetição das mesmas ações entre diferentes casas sugere que os analistas enxergam o mês como um período de consolidação, em que o investidor deve buscar equilíbrio entre exposição a crescimento e proteção contra eventuais ruídos de mercado.

Essa leitura conversa com o cenário descrito pela XP Investimentos, que vê a Bolsa brasileira sustentada por fluxo externo e perspectiva de queda de juros, mas ainda cercada por incertezas fiscais e políticas. No fim das contas, o recado das carteiras é claro: fevereiro começa com menos apostas táticas e mais foco em qualidade nas ações. Como resume o relatório da XP, “o momento exige seletividade e disciplina na escolha das empresas, priorizando fundamentos sólidos em um ambiente ainda sujeito a volatilidade”.

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