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C&A (CEAB3) dispara mais de 9% após resultados do 1T26; veja o que surpreendeu

C&A (CEAB3)

As ações da C&A (CEAB3) estão liderando os ganhos do Ibovespa nesta quarta-feira (6), na primeira sessão após a divulgação dos resultados do primeiro trimestre de 2026. Por volta das 11h20, os papéis da varejista sobem 9,33%, a R$ 12,54.

Os números foram divulgados na noite de ontem (5) e vieram acompanhados de sinais de melhora operacional, especialmente no segmento de vestuário, após um fim de 2025 mais fraco. O lucro líquido ajustado da C&A somou R$ 8 milhões no período, avanço de 218,7% em relação ao mesmo trimestre do ano passado.

Já o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado ficou praticamente estável na comparação anual, em R$ 245 milhões, com margem de 15,1%, levemente abaixo dos 15,2% registrados um ano antes, ainda assim acima das projeções do mercado, que apontavam cerca de R$ 201 milhões, segundo dados da LSEG. A receita líquida consolidada cresceu 0,5%, para R$ 1,62 bilhão.

No operacional, o destaque ficou para a retomada em vestuário. As vendas nas mesmas lojas (SSS) desse segmento avançaram 4,8% no trimestre, indicando recuperação após um quarto trimestre marcado por problemas de sortimento e rupturas.

XP mantém recomendação de compra para C&A (CEAB3)

Na avaliação da XP Investimentos, os resultados da C&A vieram sólidos, com destaque para a evolução do vestuário, que deve seguir no radar dos investidores ao longo dos próximos trimestres.

Segundo a casa, a companhia conseguiu ajustar o mix de produtos e melhorar a execução comercial, com uma transição mais eficiente entre coleções. Esse movimento ajudou a impulsionar as vendas e também a rentabilidade do segmento, com a margem bruta de vestuário surpreendendo positivamente no período.

“A companhia parece ter ajustado com sucesso seu mix de produtos no trimestre, executando uma transição mais suave para a nova coleção”, diz o relatório da XP.

A XP também destacou que a margem bruta consolidada avançou, beneficiada tanto pelo desempenho de vestuário quanto pela maior contribuição de categorias como beleza. Ainda assim, a margem Ebitda foi pressionada por fatores como maiores despesas operacionais e impactos negativos da C&A Pay.

No braço financeiro, a companhia seguiu adotando uma postura mais conservadora na concessão de crédito, o que afetou as receitas. As vendas líquidas da C&A Pay recuaram na comparação anual, o que reflete principalmente menores receitas de juros.

Outro ponto de atenção foi a geração de caixa. O fluxo de caixa livre ficou negativo no trimestre, impactado por um nível mais elevado de investimentos e por uma dinâmica mais pressionada de capital de giro, ainda refletindo o desempenho mais fraco do quarto trimestre.

Apesar desses pontos, a XP mantém uma visão positiva para as ações CEAB3. A casa reiterou recomendação de compra para C&A e pontou a melhora operacional em vestuário e o potencial de recuperação ao longo do ano, mesmo em meio a um ambiente ainda desafiador para o consumo.

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