Kalunga, rede de papelarias, solicita registro para IPO

Kalunga, rede de papelarias, solicita registro para IPO
Destaques de Empresas: Kalunga, Unidas (LCAM3) e B3 (B3SA3)

A rede de papelarias Kalunga pediu na última sexta-feira (4) registro na Comissão de Valores Mobiliários (CVM) para uma oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês). A companhia pretende listar seus papeis no Novo Mercado da Bolsa de Valores de São Paulo (B3), com esforços de venda no Brasil e no exterior, de acordo com o prospecto preliminar da oferta.

A Kalunga pretende usar os recursos da oferta primária (emissão de novas ações) para investimentos em novas lojas, abertura de um centro de distribuição no Nordeste, além do reforço e adequação na estrutura de capital da companhia e fortalecimento de suas operações de gráfica rápida nas lojas.

O IPO da Kalunga será coordenado pelo BTG Pactual (BPAC11), o líder da operação, além do Bradesco BBI (BBDC4), XP Investimentos e UBS-BB. Na venda secundária de ações, os sócios Paulo Sérgio Menezes Garcia e José Roberto Menezes Garcia vão se desfazer de parte de seus papéis.

Segundo o jornal “O Estado de S.Paulo”, a operação pode movimentar ao todo R$ 1 bilhão, em venda de ações primária e secundária.

Sobre a Kalunga

A Kalunga foi criada em 1972. No prospecto, a empresa destaca que é “líder absoluta em vendas”, com 13,1% de market share nacional no segmento de suprimentos para escritório e material escolar, mercado que movimentou R$ 17,6 bilhões no ano passado.

Em 2019, a Kalunga registrou receita líquida de R$ 2 bilhões, Ebitda ajustado (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) de R$ 156,1 milhões e lucro líquido de R$240,7 milhões.

De acordo com o documento, entre os exercícios sociais de 2017 e 2019, a receita líquida cresceu a uma taxa composta anual média de 14,4%.

No período de nove meses encerrado em 30 de setembro de 2020, a Kalunga obteve receita líquida de R$ 1,3 bilhões, Ebitda ajustado de R$ 77,2 milhões e lucro líquido de R$ 24,1 milhões.

A Kalunga possuí um portfólio com 222 lojas próprias, crescimento de 28% frente ao portfólio de lojas da companhia em 2017 (de 174 lojas), distribuídas em 101 cidades de 20 Estados brasileiros, além do Distrito Federal.

Com informações do Estadão Conteúdo.

Poliana Santos

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